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Paixões não se compram

Onde fica a paixão dos torcedores? Aqueles que dedicaram uma vida inteira a um clube e, do dia para a noite, viram sua equipe deixar de existir?


postado em 28/03/2019 05:11

(foto: LLUIS GENE/AFP - 18/11/18)
(foto: LLUIS GENE/AFP - 18/11/18)


>> fredericoteixeira.mg@diariosassociados.com.br

A cada dia, as proporções do negócio futebol têm crescido exponencialmente. Com o esporte movimentando bilhões de euros por ano, a presença de grandes empresas junto às principais equipes é inevitável. Mas, nos últimos 15 anos, um fato preocupante tem roubado a cena: a empresa que literalmente compra uma equipe. É o caso específico do fenômeno Red Bull.

Nesta semana, a austríaca fabricante de energéticos anunciou no Brasil um acordo com o Bragantino, em investimento de R$ 45 milhões. A promessa é manter o escudo e o uniforme principal da equipe (quem garante?), mas disputar competições com o nome Bragantino Red Bull. A intenção é queimar etapas, afinal, o clube paulista já disputa a Série B do Campeonato Brasileiro. As metas a curto prazo? Chegar à Série A e depois à Sul-Americana e Libertadores.

O modelo é parecido com o utilizado pela empresa na Europa e nos Estados Unidos: substituir um clube que já existia. Na Áustria, em 2005, comprou o Austria Sazlburg, rebatizado de RB Salzburg. Mudou até as cores do clube. Nos EUA, em 2006, adquiriu o New York Metrostars. Alterou nome, escudo, uniformes... Na Alemanha, em 2009, “anexou” o pequeno SSV Markranstadt e o denominou RB Leipzig. Teve até que driblar as regras locais, já que na Bundesliga um clube não pode ter um dono majoritário nem assumir o nome de uma marca. O “jeitinho” não é só brasileiro.

Com tanto dinheiro a disposição, os resultados apareceram e os times “ganharam asas”: a equipe de Salzburg conquistou a liga local nove vezes, a alemã já disputa a Liga dos Campeões e a norte-americana chegou às semifinais da MLS. Mas onde fica a paixão dos torcedores? Aqueles que dedicaram a vida inteira a um clube e, do dia para a noite, viram sua equipe deixar de existir? É o peso do dinheiro – mais uma vez – passando por cima das paixões. O torcedor que se dane. Os do Bragantino que se preparem...

No bagaço

A chamada Data Fifa não foi lá muito boa para o argentino Messi e o português Cristiano Ronaldo, que sofreram lesões durante amistosos de suas seleções. Pior para os clubes. Se nos campeonatos nacionais Barcelona e Juventus têm ampla vantagem sobre os rivais (10 e 15 pontos de frente em relação aos segundos colocados, respectivamente), o drama é a proximidade das quartas de final da liga dos Campeões, em 10 de abril. Enquanto o Barça visita o Manchester Unite, a Juve recebe o Ajax. Resta saber em que condições estarão os craques.

Desatenção fatal
A pressa em contar com o “pé de obra” brasuca pode custar caro para a Seleção da Ucrânia nas Eliminatórias da Euro’2020. A Uefa deve confirmar a perda dos pontos conquistados diante de Portugal (0 a 0) e Luxemburgo (2 a 0). E tudo por conta de um lapso de quatro meses. Afinal, o atacante Júnior Moraes (ex-Santos) morou no país durante quatro anos e oito meses consecutivos, e não os cinco anos exigidos pela Fifa para se naturalizar. Os cartolas ucranianos devem ter se “esquecido” do período de quatro meses que o brasuca ficou na China, antes de retornar ao país.

Vai ou fica?

A naturalização de outro brasuca também está dando o que falar. Considerado uma das promessas das categorias de base do Fluminense, o atacante Marcos Paulo, que acaba de completar 18 anos, voltou a ser convocado para a seleção Sub-18 de Portugal. Neto de lusitanos, o jogador, que já defendeu o Brasil no Sub-17 e no Sub-18, terá que decidir qual país representará no futuro. Ele tem contrato com o Flu até o ano que vem, com multa rescisória de R$ 205 milhões.

Boicote

O bicho pegou na Assembleia da Associação de Clubes Europeus realizada na terça-feira, na Holanda. As principais equipes do continente decidiram boicotar o “novo” Mundial de Clubes elaborado pela Fifa para entrar em vigor já a partir de 2021: 24 clubes (oito da Europa) e disputado no meio do ano, no lugar da Copa das Confederações. As equipes alegam agenda já apertada demais para um torneio com ainda mais jogos. Quem vai vencer a queda de braço? Apesar da força da Uefa, aposto que a grana alta que rola solta nas demais confederações vai valar mais alto.

Maratona pra meninada

A Seleção Brasileira Sub-17 terá uma sequência pesada no Sul-Americano da categoria. Depois de vencer o Paraguai (3 a 2) e empatar com o Uruguai (1 a 1), encara a Colômbia hoje e no sábado encerra a primeira fase no clássico com a Argentina. Confirmando a classificação ao hexagonal final, já volta a campo na terça-feira. Ao menos fôlego não deve faltar para a garotada na luta pelo título e por uma vaga no Mundial.

Barbaridade
Nesta semana, a bandeirinha argentina Rosana Paz (ironia do destino) foi vítima de vândalos durante o duelo Marquesado x San Martín, pela Liga de San Juan: foi atingida nas costas por um balde de água fervente! Final dos tempos mesmo... Os “torcedores” estariam furiosos com um erro cometido pelo outro auxiliar e resolveram descontar em Rosana. Ela preferiu seguir até o fim no confronto e só depois foi para um hospital. Mesmo diagnosticada com queimadura grave, garante que permanecerá na profissão.

 

 

De olho
Brais Méndez

Com o diferencial de atuar tanto como atacante pelas beiradas quanto como armador, o espanhol Brais Méndez (foto), que acaba de completar 22 anos, tem chamado a atenção de gigantes europeus. Ele começou a carreira no Villarreal em 2010, mas dois anos depois se transferiu para o Celta, onde está até hoje. Em 2017, estreou no time principal. Nesta temporada, apesar de o time lutar contra o rebaixamento, tem se destacado: foram cinco gols e sete assistências. Seu contrato vai até junho de 2021, contudo, dificilmente permanecerá no clube.

 

 


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