Praga – Estou nesta belíssima cidade europeia, para mim a mais bonita capital, mas não posso deixar de fazer homenagem especial ao Galo e ao maior presidente de sua história. Hoje é 25 de março, aniversário do Atlético e do eterno presidente e mais vencedor, Alexandre Kalil, que faz excepcional gestão na prefeitura de Belo Horizonte. A história de um se confunde com a do outro, não há como dissociar suas imagens. Tive a honra e o privilégio de conhecer o saudoso ex-presidente Elias Kalil, que formou o maior time da história do clube. Naquela época, 1986, quando cheguei a BH, Alexandre, então com 27 anos, já pensava grande, sabia que um dia conseguiria as taças mais importantes da história do clube. Com Reinaldo, Cerezo, Palhinha e Éder não foi possível, pois havia José Roberto Wright para atrapalhar, na década de 1980. Porém, com o advento de mais de 30 câmeras espalhadas pelos estádios, durante a transmissão dos jogos, de uns tempos para cá ficou impossível para os árbitros meterem a mão no alvinegro e, dessa forma, as conquistas vieram.
Primeiro, Kalil faturou a Copa Libertadores, justamente a competição mais importante da América do Sul, em 2013. A imagem que me vem à cabeça é a dele chorando, no gramado, olhando para o céu e homenageando o pai.
Alexandre Kalil assumiu e na sua gestão não se comprava um sabonete sem o conhecimento dele. Com receitas enxutas, tratou de usar a criatividade, buscando no então desprestigiado Ronaldinho Gaúcho o maestro para a companhia que pretendia montar. Em apenas dois anos de clube, Ronaldinho transformou-se num dos maiores ídolos alvinegros, ao lado de Reinaldo e Dario, pois foi decisivo e fundamental naquela conquista.
A história eu já contei aqui, de quando Kalil foi a Porto Alegre e disse: “Garoto, você é rico, campeão do mundo e já ganhou quase tudo na carreira. Mas, se quiser ganhar a Libertadores, entra no avião e vamos para a Cidade do Galo”. R10 não só ganhou a Libertadores, como também a Recopa e a torcida mais apaixonada do mundo. Kalil ambicionava mais.
A missão daquele que se tornou uma espécie de “Messias” para o torcedor alvinegro estava cumprida. E as coisas continuaram a acontecer na vida desse predestinado. Tornou-se candidato a prefeito de BH. Nunca foi político e sim um grande gestor. Ganhou a eleição, e hoje BH tem um dos prefeitos mais bem avaliados do Brasil. Poderia ter concorrido ao governo de Minas em 2018, ganharia com o “pé nas costas”, mas optou por cumprir seu compromisso com o povo da capital.
O que pode querer mais o avô da Catarina, filha do primogênito dele, Felipe Kalil com a Luiza, médico do Galo e da Seleção Brasileira? Tem mais dois filhos, João Luiz e Lucas, advogados, já encaminhados na vida, atleticanos roxos. Realmente, é um cara realizado. Um homem não pode passar por essa vida sem deixar um legado. O de Alexandre Kalil é laureado de conquistas que deixaram uma nação de oito milhões de pretos e brancos em êxtase! Que o diga a “Dama de Ferro” Adriana Branco, sua fiel escudeira.
Sei que o prefeito ainda tem muito o que fazer, como também sei que o sonho da Massa de vê-lo voltar, um dia, continua de pé. Acho difícil. Porém, Alexandre Kalil está eternizado. Seu nome e sua história, assim como a de seu saudoso pai, se confundem com a própria história atleticana. “Aqui é Galo, porra!”, dirá ele.
JOGO
Amanhã, República Tcheca e Brasil se enfrentam em Praga. Será mais uma chance para Tite testar os jovens, que pedem passagem aos veteranos, em busca do hexa em 2022, no Catar. Bom jogo, torcedor..