Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Estamos perdendo de goleada

O que se tem feito é muito pouco. As punições, quando acontecem, são brandas. É preciso uma política de tolerância zero com a discriminação


postado em 21/03/2019 05:11


>> fredericoteixeira.mg@diariosassociados.com.br

A pausa nas principais competições europeias para a data Fifa veio a calhar para abrir espaço sobre um tema que extrapola as quatro linhas e insiste em não ter fim: o racismo. Nesta semana, foram vários episódios em que o planeta bola nos envergonhou, não como desportistas, mas seres humanos.

Na Itália, o marfinense Kessié, do Milan, foi alvo de ofensas de torcida organizada da Internazionale (em dezembro, a mesma torcida havia insultado o senegalês Koulibaly, do Napoli). No duelo Chelsea x Dinamo, em Kiev, pela Liga Europa, o inglês Hudson Odoi relatou que torcedores imitavam macacos, ato registrado em súmula pela arbitragem.

Brasileiros também foram vítimas. Na Bolívia, torcedores do Blooming insultaram Serginho, do Jorge Wilstermann, que, consternado, abandonou o campo. Na Rússia, Ari, que recentemente se naturalizou russo, foi vítima de um companheiro de profissão: Pogrebnyak questionou a presença de um negro na seleção do país.

Clubes, jogadores, treinadores, políticos... Não foram poucos os que se manifestaram contrários à discriminação e prometeram freá-la. Mas, na prática, o que se tem feito é muito pouco. As punições, quando acontecem, são brandas. Não basta suspender a torcida por um ou dois jogos ou aplicar multas às equipes. É preciso adotar política de tolerância zero com a discriminação, banindo aqueles que insistem em manchar o futebol, esporte que une as pessoas, independentemente de suas crenças, raças ou credos. Infelizmente, neste campo, ainda estamos perdendo de goleada.

Vai tu mesmo

Com as grandes seleções envolvidas nas Eliminatórias da Eurocopa’2020, a Seleção Brasileira teve que se contentar em enfrentar o Panamá, sábado, em Portugal. Mesmo com vários desfalques de ordem médica, a equipe brasuca é ampla favorita e precisa se impor. Já o amistoso de terça-feira, contra a República Tcheca, será bom momento para Tite testar opções visando a Copa América. Aposto que Richarlison e David Neres aproveitarão a oportunidade para cravar seus lugares no torneio continental.

Só começando...
Dividida em 10 grupos (metade com cinco países, metade com seis), as Eliminatórias da Euro’2020 começam hoje com boas atrações: Moldávia x França; Bélgica x Rússia; Inglaterra x República Tcheca; Portugal x Ucrânia; Espanha x Noruega e Itália x Finlândia. Quem sobreviver ao ‘funil’ estreará no ano que vem o novo formato da competição, que não terá mais uma única cidade-sede, mas sim 12! A abertura será em Roma, em 12 de junho, e a final em Londres, um mês depois.

Sob qual bandeira?
A naturalização de brasucas voltou à tona quando o atacante Júnior Moraes (ex-Santos) foi convocado para a Seleção da Ucrânia, na mesma semana em que se naturalizou. Com 21 gols e 11 assistências no campeonato local, ele pode estrear contra Portugal, de Cristiano Ronaldo. Na contramão da “tendência”, o zagueiro Luiz Felipe, da Lazio, recusou convocação para a Seleção Sub-21 da Itália, quatro dias após obter passaporte italiano. Seu sonho é a Amarelinha, honra que já teve em duas partidas pelo Sub-20. Pelas regras da Fifa, um jogador só se torna “inelegível” para defender outra seleção se já tiver atuado pela equipe principal de seu país.

Volta às origens
Com candidatura conjunta de Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, a Copa do Mundo pode voltar à América do Sul em 2030, ano que marcará o centenário do torneio, disputado pela primeira vez em gramados uruguaios. A ideia é que os países dividam (além dos custos de organização), os jogos mais esperados: a abertura, as semifinais e a grande decisão. A escolha da sede do Mundial só será em 2022, mas a parada será dura para nossos vizinhos. Por enquanto, apenas o Marrocos se candidatou, mas Espanha e Portugal devem lançar uma candidatura conjunta.

Assumindo riscos
Depois de um 2018 tenebroso – venceu só quatro de 13 partidas oficiais, sendo eliminada na primeira fase da Copa da Rússia e “rebaixada” na Liga das Nações –, a Alemanha começou seu processo de renovação visando a Copa’2022 com um empate em casa diante da Sérvia (1 a 1). Após afastar medalhões como Boateng, Hummels e Thomas Mueller, mas manter Neuer, Reus e Kroos, o técnico Joachim Low, há 13 anos no comando, vem sendo criticado pela incoerência. Só o tempo dirá se ele está com a razão. No domingo, o desafio será contra a Holanda, fora de casa, pelas Eliminatórias da Euro.

Substituição
Sai Peru, entra Brasil. Foi o que aconteceu com o Mundial Sub-17 de 2019. Como os peruanos não cumpriram as diversas exigências (econômicas) da Fifa para sediar o torneio, o Brasil foi a solução emergencial. A competição, prevista para 5 a 27 de outubro, deve ter seu início adiado. E com jogos apenas em estádios que não estejam sendo utilizados no Brasileirão. Aos peruanos, ao menos um consolo: continuaram sediando o Sul-americano da categoria, que começa hoje. Comandada pelo técnico Guilherme Dalla Déa, a Seleção Brasileira estreia contra o Paraguai, amanhã. O goleiro Cristian e o volante Neto, do Atlético, são os representantes mineiros.

De olho
Moise Kean

Nascido em fevereiro de 2000, em família de imigrantes marfinenses, o atacante italiano Moise Kean começou no Torino, em 2010, mas logo se mudou para a Juventus. Queimou etapas e foi promovido a profissional em 2016. De bom porte físico e com boa finalização de canhota, estreou antes dos 17 anos, sendo o 6º mais jovem a atuar na Liga dos Campeões. Emprestado ao Hellas Verona em agosto de 2017, ganhou experiência. Nesta temporada, a Juve bancou seu retorno. Defende a Azzurra desde o Sub-15 e já debutou na equipe principal (1 a 0 sobre os EUA, em novembro do ano passado).


Publicidade