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Quando menos é mais

Fórmula 1 redesenha carros mais uma vez para apimentar luta por posições, ao mesmo tempo em que de novo promete diminuir a velocidade nas pistas em temporada que começa amanhã


postado em 15/03/2019 05:06

Mercedes começa como favorita, mas a Ferrari promete ser mais competitiva, como indicaram os testes de Barcelona(foto: LLUIS GENE/AFP %u2013 26/2/19)
Mercedes começa como favorita, mas a Ferrari promete ser mais competitiva, como indicaram os testes de Barcelona (foto: LLUIS GENE/AFP %u2013 26/2/19)

Um passo atrás para dar dois à frente. No caso da Fórmula 1, em 2019 o ditado pode ser adaptado para “carros mais lentos para corridas mais emocionantes, com mais ultrapassagens e maior competitividade do começo ao fim da temporada”. Como consequência, maior interesse do público e mais patrocinadores. É assim que será aberta, neste fim de semana, a temporada da principal categoria do automobilismo, cuja primeira corrida será na Austrália, domingo, às 2h10 (de Brasília).


As novidades começam com a bonificação de um ponto extra para quem cravar a volta mais rápida em cada corrida. “Serão 21 pontos a mais. Vamos ver como cada um tentará conquistá-los”, afirma o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, dono de cinco títulos mundiais e atual bicampeão.


Visualmente, as alterações são sutis, com destaque para a asa traseira, mais alta e mais larga. Isso aumenta a resistência do ar e torna os monopostos mais lentos. Por outro lado, o desenho tenta diminuir a turbulência, que em 2018 reduzia a estabilidade do carro que vinha logo atrás, minimizando ultrapassagens, uma queixa sistemática dos pilotos. A asa dianteira também cresceu para deixar as provas mais emocionantes. A expectativa é que essa alteração reforce a aderência e, consequentemente, alimente a velocidade.


Outra novidade importante é a elevação do peso mínimo dos modelos 2019, passando de 734kg para 740kg, sendo 80kg do piloto. Se quem estiver ao volante não chegar a 80kg, deve-se acrescentar lastro embaixo do banco, e não em lugares que melhorem o acerto do carro, como era permitido até o ano passado.


Para completar, os bólidos poderão carregar mais 5kg de combustível, chegando a 110kg. A meta é permitir andar no limite praticamente o tempo todo, sem risco de pane seca. Inicialmente, a projeção é que os modelos redesenhados estariam até 1,5seg mais lentos por volta. Mas os testes em Barcelona mostraram que esta diferença poderá ser menor. E o desenvolvimento contínuo das escuderias, ao longo das primeiras etapas, deve fazer com que os monopostos deste ano possam até superar a velocidade de 2018.


Há novidades também nas luvas dos pilotos, sensíveis à pulsação e aos níveis de oxigênio no sangue, e no capacete, com visor menor – dando mais resistência à estrutura.


Já os pneus serão simplificados. Das sete cores atuais, restarão apenas três: vermelha (macio), amarela (médio) e branca (duro).

MAIS TEMPO Neste ano, o calendário mantém as 21 etapas, mas em período maior: oito meses e três semanas. Isso se deve à necessidade de se ter mais tempo para organizadores e escuderias tratarem da logística de transporte dos equipamentos.


Há também recorde de gastos: as equipes aplicarão até R$ 10 bilhões. Algumas, como a Mercedes e a Ferrari, chegam a orçamento de R$ 1,5 bilhão, mesmo não incluído o investimento com motores. Cada uma delas tem mais de 900 funcionários, dos quais pelo menos 200 são levados para cada prova.


Para o ano que vem já está certa a entrada do GP do Vietnã. Para não inchar ainda mais o calendário, os organizadores estudam tirar alguma etapa atual – a de Silverstone, na Inglaterra, por exemplo, depende de renovação do contrato, que vence neste ano.


O contrato do GP do Brasil, em São Paulo, vence em 2020. A favor da renovação, o país conta com o fato de ser o maior mercado da F-1 em audiência, com 115,2 milhões de pessoas – o segundo é a China, com 68 milhões. A F-1 diz que sua audiência global aumentou 10% na temporada passada, alcançando 490,2 milhões de espectadores.


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