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Brasil admite condição de coadjuvante


postado em 10/03/2019 05:05

Vadão orienta Camila, jogadora da Seleção Brasileira feminina de futebol: equipe chegará em baixa à França(foto: TIM VIZER/AFP - 26/7/18)
Vadão orienta Camila, jogadora da Seleção Brasileira feminina de futebol: equipe chegará em baixa à França (foto: TIM VIZER/AFP - 26/7/18)


Mesmo após Marta ser eleita pela sexta vez a melhor jogadora do mundo, um recorde absoluto na premiação da Fifa, a Seleção Brasileira feminina de futebol deverá chegar ao Mundial deste ano, na França, desacreditada. A competição começará em 7 de junho e até lá o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, terá pouco tempo para preparar e mudar o rumo da equipe nacional, que sofreu sete derrotas nos últimos sete jogos.

Embora defenda que o Brasil tenha jogado bem e que merecia melhores resultados nas três partidas finais desta sequência, contra Inglaterra, Japão e Estados Unidos, o treinador admite que, no momento, o time não pode se colocar entre as principais potências do futebol feminino e, consequentemente, não está entre as favoritas ao título. A situação coloca em xeque a modalidade no país, que vive às turras com a falta de investimento dos grandes clubes.

Vadão reconhece que a Seleção não conseguiu evoluir, ao passo que várias outras rivais cresceram e se tornaram mais protagonistas do que o Brasil. “Antigamente, tinha quatro ou cinco equipes favoritas no Mundial. Hoje, temos umas 10. Tem a Inglaterra, que subiu demais, Japão, Canadá, Noruega, Austrália, França, Alemanha.... A evolução do futebol feminino dos outros países foi muito grande, enquanto nós estacionamos”, afirmou o técnico.

Desde que Vadão reassumiu o comando, em setembro de 2017, o Brasil disputou 21 jogos. Foram 12 vitórias, um empate e oito derrotas, todas para equipes que estarão no Mundial. O último triunfo ocorreu em 29 de julho, batendo as japonesas por 2 a 1 em amistoso nos Estados Unidos. Nove foram sobre rivais sul-americanas, quase todas de um nível considerado fraco ou até amador.

REFLEXO DE GERAÇÃO O técnico vê o Brasil também com uma geração carente de talentos.“Se você pegar a Seleção Brasileira masculina, quando o Felipão ganhou a Copa de 2002, tinha Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e uns cinco jogadores excepcionais. Hoje, só temos o Neymar como fora de série”, compara. “Em um passado um pouco distante, o Brasil tinha a Sissi, a Marta e várias outras atletas com poder de decisão. Hoje são poucas. A Formiga, com 41 anos, jogou 90 minutos nos três últimos jogos e nós precisamos dela. A Marta não estava na melhor de sua condição nestes últimos confrontos, mas a gente precisava dela...”

Marco Aurélio Cunha, coordenador de futebol feminino da CBF, também reconhece que a Seleção é dependente de nomes como Marta e Cristiane para brilhar, mas crê que o nível do futebol brasileiro “melhorou absurdamente” e vai evoluir mais com a obrigatoriedade recente de os clubes manterem times femininos. Entretanto, admite que o Brasil – vice-campeão da Copa de 2007 e medalha de prata olímpica em Atenas’2004 e Pequim’2008 – não está entre os principais postulantes ao título do Mundial. “Não vejo como o Brasil poderia ser favorito. Favoritos são os quatro primeiros do ranking”, disse, referindo-se ao fato de as brasileiras ocuparem o décimo lugar na listagem da Fifa.


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