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Estado de Minas

Um estádio 'pé-quente'

Além do título de 2013, Mineirão tem retrospecto favorável ao Atlético em partidas pela competição continental. Time, porém, terá de quebrar minitabu contra o Cerro Porteño


postado em 05/03/2019 05:06

Levir Culpi orienta os jogadores no treino de %u2018reconhecimento%u2019 do gramado no Gigante da Pampulha: estreia na fase de grupos será amanhã(foto: BRUNO CANTINI/FLICKR ATLÉTICO)
Levir Culpi orienta os jogadores no treino de %u2018reconhecimento%u2019 do gramado no Gigante da Pampulha: estreia na fase de grupos será amanhã (foto: BRUNO CANTINI/FLICKR ATLÉTICO)



Se depender de retrospecto, o cenário no Mineirão é bastante positivo para o Atlético em partidas pela Libertadores. O time estreia amanhã no Gigante da Pampulha, às 19h15, diante do Cerro Porteño. Em 19 partidas no principal palco do futebol mineiro pelo torneio, o Galo só saiu derrotado uma vez, vencendo nove e empatando também nove.

O confronto desta quarta-feira de cinzas não será inédito para o Galo no estádio. Os times já se enfrentaram duas vezes, ambas pela Libertadores: 1 a 1 em 1972 e 2 a 2 em 1981. Além dos paraguaios, em casa o Galo enfrentará Zamora-VEN, em 3 de abril, uma quarta-feira, e Nacional-URU, em 23 de abril, uma quinta-feira.

Lá, a única derrota alvinegra pela competição foi na edição de 1978, quando foi superado pelo Boca Juniors por 2 a 1, em jogo disputado em 24 de setembro daquele ano. O confronto valeu pela semifinal, em forma de triangular, que teve o time xeneize à frente de River Plate e do alvinegro, ambos eliminados.

Como mandante, o Atlético jogou no Mineirão pela última vez em um compromisso pela Libertadores. E o resultado foi frustrante: empate sem gols com o Jorge Wilstermann, no duelo da volta das oitavas de final, em 2017. Com mais de 36 mil torcedores presentes, o Galo acabou eliminado.

GLÓRIA
Em compensação, ali foi o palco da maior conquista da história atleticana. Em julho de 2013, o Galo derrotou o Olimpia-PAR por 2 a 0 no tempo normal e garantiu o troféu inédito com triunfo de 4 a 3 nos pênaltis. Os remanescentes daquele grupo são o goleiro Victor, os zagueiros Réver e Leonardo Silva, e o meia-atacante Luan. Réver, com desconforto muscular, foi poupado ontem. Há dúvida sobre sua escalação.

“Atuar no Mineirão é sempre bom. É um estádio no qual o Atlético tem conquistas importantes recentes e que tem a história ligada ao clube. O Atlético construiu identidade forte com o Independência, mas a história do clube passa pelo Mineirão”, afirma Victor. Para ele,  comparado ao Horto, não representaria refresco da torcida aos visitantes. “Perguntem ao Olimpia. Em 2013, foram 60 mil gritando na orelha deles.”

Ele avalia que, embora a maior parte dos jogadores conheça o campo, há necessidade de treinos como o de ontem. “O gramado é mais rápido que o do Independência. É importante a adaptação”, defende.

Em sua análise, mostrou que o grupo estudou bem o adversário: “O Cerro é  equipe tradicional, com jogadores experientes, alguns até jogaram contra nós, de muito vigor físico. Tem atletas de velocidade na frente, tem bom contra-ataque, boa bola parada”. Mas apesar de defender o respeito, pregou que o Atlético dite o ritmo. “A gente gosta de propor o jogo e não podemos abdicar disso. Então, temos de encontrar o equilíbrio defensivo para desempenhar também o futebol que é característico da nossa equipe”.


O alvinegro no Mineirão

19
Jogos
9
Vitórias
9
Empates
1
Derrota
35
Gols a favor
13
Gols contra

1972
Atlético 2 x 2 São Paulo
Atlético 1 x 1 Cerro Porteño-PAR
Atlético 0 x 0 Olimpia-PAR

1978
Atlético 1 x 1 São Paulo
Atlético 5 x 1 Unión Española-CHI
Atlético 2 x 0 Palestino-CHI
Atlético 1 x 2 Boca Juniors-ARG
Atlético 1 x 0 River Plate-ARG

1981
Atlético 2 x 2 Flamengo
Atlético 1 x 0 Olimpia-PAR
Atlético 2 x 2 Cerro Porteño-PAR

2000
Atlético 1 x 0 Bolivar-BOL
Atlético 2 x 1 Bella Vista-URU
Atlético 6 x 0 Cobreloa-CHI
Atlético 1 x 0 Atlético-PR
Atlético 1 x 1 Corinthians

2013
Atlético 2 x 0 Olimpia-PAR

2016
Atlético 4 x 0 Melgar-PER

2017
Atlético 0 x 0 Jorge Wilstermann-BOL


Brasileiros em campo

Na abertura da fase de grupos da Libertadores, dois times brasileiros – Flamengo e Athletico – estreiam hoje. O Flamengo, que enfrenta o San José-BOL, em Oruro, às 19h15 (horário de Brasília), terá esquema especial. Os médicos do clube revelaram que nas últimas semanas se prepararam para enfrentar a altitude de 3,7 mil metros com suplementação alimentar e exercícios respiratórios para os jogadores, além de ter adquirido sete balões de oxigênio.


A cidade de Oruro é a de maior altitude entre os clubes desta competição. O sorteio ainda reservou para o Flamengo um outro desafio em cidades de ar rarefeito. O time carioca terá de enfrentar a LDU de Quito, no Equador, cidade a cerca de 2,8 mil metros acima do nível do mar e com condições também complicadas para a equipe, o que interfere também na velocidade da bola.

 

Para tentar minimizar os efeitos da altitude, o rubro-negro carioca viajará apenas hoje de Santa Cruz de la Sierra, cidade boliviana ao nível do mar, e planeja chegar a Oruro apenas na hora do compromisso. Porém, como o regulamento da competição exige que o time visitante esteja na cidade no mínimo seis horas e meia antes do começo do jogo, a comissão técnica teme que os jogadores possam se sentir mal.

 

Já o Athletico encara o Tolima-COL, às 21h30, em Ibagué. O time terá dois desfalques: Jonathan
se recupera de lesão na coxa e a opção do técnico Tiago Nunes é Madson. Emprestado pelo Grêmio, o lateral-direito jogou como titular em dois amistosos, contra General Díaz e Guaraní.

 

Sem o meia-atacante Lucho González, que segue aprimorando a parte física, há mistério entre Camacho e Wellington. “Na minha cabeça o time já está pronto desde o início da última semana, direcionando para a equipe que vai jogar”, disse o treinador.

 

Outras partidas de hoje: 19h15, Melgar-PER x San Lorenzo-ARG (do grupo do Palmeiras) e Godoy Cruz-ARG x Olimpia; 21h30, Jorge Wilstermann-BOL x Boca Juniors-ARG e Libertad-PAR x Universidad Católica-CHI (da chave do Grêmio).


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