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Tailândia, o paraíso dos renegados


postado em 22/02/2019 05:10

Eliandro foi revelado pelo Cruzeiro, passou por América e Villa Nova e chegou este ano para jogar pelo Chiangmai, da Tailândia(foto: Chiangmai FC/Divulgação)
Eliandro foi revelado pelo Cruzeiro, passou por América e Villa Nova e chegou este ano para jogar pelo Chiangmai, da Tailândia (foto: Chiangmai FC/Divulgação)



Dotada de praias paradisíacas, a Tailândia, no Sudeste asiático, há muito já entrou no roteiro dos turistas brasileiros. Entretanto, nos últimos anos, tem chamado a atenção por motivo que extrapola as belezas naturais: o futebol. No Campeonato Nacional que se inicia hoje, com a partida entre Ratchaburi e Trat, nada menos do que 26 brasucas estarão em ação, maior “colônia estrangeira” do torneio, disputado desde 1996. E alguns são bem conhecidos dos mineiros...

Um deles é o atacante Eliandro, revelado pelo Cruzeiro, que também defendeu América, Ipatinga e Villa Nova (além de clubes como Bragantino, Guarani e Remo). Ele chegou este ano ao Chiangmai, time caçula da elite, e já sonha em fazer bonito: “Pode escrever que o artilheiro deste ano será o Eliandro”, afirmou, através de sua assessoria de imprensa. “Me preparei para vir aqui e ter sucesso. Quero muito corresponder dentro de campo. Não vim para cá para ver as praias”, acrescentou.

Outro conhecido dos mineiros é o atacante Pedro Júnior, que teve passagem pela Raposa em 2007 e também jogou por Grêmio, São Caetano e Sport. Ele é um dos trunfos do Buriram, que faturou seis dos últimos oito campeonatos!

Ex-jogador de América, Coritiba e Corinthians, entre outros, o atacante Bill, mineiro de São Lourenço, é figura carimbada do Chiangrai, campeão da Copa da Tailândia, que por pouco não se classificou à fase de grupos da Liga dos Campeões da Ásia – foi eliminado nos pênaltis pelo Sanfrecce Hiroshima, do Japão.

E o espaço é tão democrático na Tailândia que até quem não passou por grandes equipes do futebol brasileiro também encontra seu lugar. Que o digam o zagueiro Brinner, nascido em Lavras, e os atacantes Matheus Alves, de Cataguases, Stéfano, de São João Nepomuceno, e Patrick Cruz, de Uberaba.

Das 16 equipes, apenas três não contam com “pé-de-obra” brasileira. E, como se pode perceber, a preferência é por atacantes ou meia-atacantes. A presença deles tem sido tão forte nos últimos anos que desde 2014 apenas em uma temporada (2017), um brasileiro não foi o artilheiro da competição.

O último a ocupar este posto, com 34 gols, foi Diogo, revelado pela Portuguesa e com passagens por Palmeiras, Santos e Flamengo, que acaba de se transferir para a Malásia.

EM TODAS Os treinadores brasileiros também já descobriram este filão. O mais vitorioso até aqui foi Alexandre Gama (aquele que barrou Romário no Flu em 2004), que conquistou vários títulos com o Buriram. Mas há espaço também para os menos rodados, como Carlinhos Parreira, sobrinho do tetracampeão Carlos Alberto Parreira. Com licença de treinador da Uefa, ele assumiu o Chiangmai em janeiro de 2018. Outro comandante brasuca é Aílton Silva, que chegou em janeiro deste ano para dirigir o Chiangrai. Os brasileiros marcam presença até mesmo na Segunda Divisão tailandesa. E com alguns nomes conhecidos, como os atacantes Lenny (ex-Fluminense e Palmeiras) e Rafael Coelho (ex-Vasco, Avaí e Figueirense). Com tantos compatriotas por perto, eles devem se sentir em casa...

MOTIVOS NÃO FALTAM Mas o que leva tantos brasileiros a atravessarem o mundo para ir jogar na Tailândia? Uma conjunção de fatores. Um deles, a questão financeira. Além dos salários considerados atrativos – chegam à faixa de R$ 100 mil – os jogadores têm a certeza de que o dinheiro vai entrar no fim do mês, ao contrário do que acontece em muitos dos (endividados) clubes do Brasil.

Outro ponto importante diz respeito ao fortalecimento da infraestrutura de futebol no país, o 20º mais populoso do mundo. A maioria das equipes que participa da divisão de elite conta com centro de treinamento e estádios próprios. Tudo bem que a capacidade das arenas geralmente não ultrapassa os 25 mil lugares, mas elas estão sempre lotadas pelos fanáticos torcedores.

Atrativo a mais é o fato de o futebol tailandês ter se tornado a porta de entrada para outros centros mais desenvolvidos do futebol asiático. Fazer sucesso por lá é quase certeza de ser observado de perto por equipes de Japão, China, Coreia do Sul e Arábia Saudita, que possuem clubes mais tradicionais – e que pagam ainda melhor, é claro!

 

 

Brasucas em ação

Buriram: Pedro Júnior (atacante)
Ratchaburi: Dirceu (zagueiro)
Chainat: Ricardo Santos (atacante)
Suphanburi: Kanu (zagueiro) Jonatan Reis (atacante), Cleiton Silva (atacante)
Rayong: Victor (zagueiro)
Nakhon: Leandro Assumpção (atacante)
Chonburi: Lukian (atacante), Patrick Cruz (atacante)
Samut: Carlão (atacante), Ibson Melo (atacante)
Chiangmai: Evson (lateral) Eliandro (atacante), David Bala (atacante)
Bangkok United: Everton (zagueiro), Vander (meia), Robson Fernandes (atacante)
Muang Tong: Heberty (atacante)
Prachuap: Matheus Alves (atacante) Stéfano (atacante) e Caion (atacante)
Chiangrai: Brinner (zagueiro), Bill (atacante), William Henrique (atacante), Gilberto Macena (atacante)
Técnicos: Aílton Silva (Chiangrai); Carlinhos Parreira (Chiangmai)


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