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Estado de Minas

O ídolo do qual a maioria não gosta


postado em 03/02/2019 05:04

Quando a temporada do futebol terminou em 2018, pensei seriamente em parar de escrever sobre esse futebol medíocre do Brasil. Técnicos e jogadores mesquinhos, ganhando fortunas, enganando, iludindo o torcedor. Violência nos estádios, futebol de péssimo nível. Porém, como posso parar de fazer o que amo? Desta forma, os poucos que torceram para que eu não voltasse se deram mal. O outro motivo pelo qual não parei foram milhares de mensagens que recebi do público que gosta de mim, me respeita e me admira. Eu não poderia deixá-los órfãos. Então, bateria recarregada, vamos para mais uma temporada do futebol brasileiro, europeu, da Seleção Brasileira, para mais uma Copa América. E sempre aqui no Estado de Minas, Superesportes, com o Blog do Jaeci, e Rádio Tupi do Rio de Janeiro, que tem 2,5 milhões de ouvintes por minuto. A rádio de maior audiência do Brasil, com caráter nacional, e não regional. O Giro Esportivo, comandado pelo brilhante, Wagner Menezes, com uma equipe fantástica, é líder em audiência.

E nesta primeira coluna do ano vou abordar o tema Neymar. Sim. O ídolo mais odiado pelo torcedor brasileiro. Vejam que coisa: ele tem futebol refinado, sabe jogar como poucos, é ídolo nacional, mas a maior parte da torcida brasileira não gosta dele. Suas atitudes, dentro e fora de campo, suas intrigas com companheiros de profissão e o desrespeito com eles o tornam um jogador malvisto. Neymar gosta de humilhar os oponentes. Quer dar “lambreta” no meio-campo, sem a menor objetividade de fazer o gol. Xinga e humilha adversários, cai, cai o tempo todo, e o resultado são as contusões sucessivas. Eu diria que o maior adversário de Neymar é ele próprio. O universo conspira contra aqueles que se sentem acima do bem e do mal. E para piorar, as pessoas que o cercam são incapazes de dizer não, de dizer que ele está errado, que deve mudar sua postura. Sabemos que ele é cercado por puxa-sacos, que se penduram nele para viver ou ganhar uma passagem para Paris. Esses parasitas que existem há anos no futebol brasileiro. Falta para esse homem (não vou dizer que ele é menino, pois, com 27 anos, é um homem), alguém que mostre seus erros, suas atitudes equivocadas, suas criancices.

Em 2022, na Copa do Catar, Neymar terá 30 anos. Se estiver maduro, e com o futebol refinado que tem, poderá ser campeão do mundo. Porém, terá de mudar da água para o vinho. Respeitar os companheiros de profissão é o primeiro passo. Parar de encenar e ludibriar os árbitros também será fundamental. Claro que ele é caçado em campo. Quer brincar com adversários, quer humilhá-los, sem ser objetivo em fazer o gol. O técnico do Strasbourg, Thierry Laurey, foi categórico: “Se ele quer brincar, que vá para o circo. Aqui há profissionais, chefes de família defendendo sua profissão e o clube”. Está certo. Os grandes gênios, como Zico, Reinaldo, Ronaldo, Romário, também humilhavam seus adversários com dribles e jogadas geniais. Todas em direção ao gol. O objetivo final era sempre o gol. Neymar quer dar chapéu no meio-campo, quer fazer firulas e isso irrita qualquer oponente. Ele quer ser o melhor do mundo. É um direito seu. Porém, com esse futebol de meio ano e com essa postura não chegará a lugar algum.

Sejamos honestos, ele está pelo menos entre os 10 melhores do mundo. Entretanto, a Fifa o colocou entre os 15, justamente para puni-lo e mostrar a ele que está no caminho errado. Não o comparo a Messi e a Cristiano Ronaldo, que estão muitos degraus acima dele. Mas o vejo do mesmo tamanho que os belgas Hazard e De Bruyne, do que o francês Pogba. O vejo menor que Mbappé, de apenas 20 anos, e já campeão do mundo com a França. Portanto, Neymar, liderança se conquista, não se impõe. Na marra e com suas atitudes infantis você jamais ganhará Champions League como protagonista – ganhou em 2015, mas o protagonista era Messi, além de Iniesta e outros gênios do Barcelona. Neymar foi apenas coadjuvante. Não vai ganhar Copa do Mundo e nem será eleito o melhor do mundo. Eu me arrisco a dizer que Philippe Coutinho joga melhor na Seleção quando Neymar não está em campo. Vejam a que ponto chegamos.

Neymar, você é rico e famoso. Bonito, como disse Daniel Alves, não. Seu companheiro quis apenas puxar seu saco. Você é um bom garoto. Sempre disse que tem berço e que seu pai sempre esteve pertinho de você, cuidando de você. Porém, não estou aqui para passar a mão na sua cabeça, e sim para lhe mostrar o caminho para você se tornar o melhor do mundo e ajudar o Brasil na busca do hexa. De baba-ovos você está cheio. Ouça quem cobre a Seleção há 32 anos e conviveu com os maiores gênios que o Brasil já teve depois da Era Pelé. Mude sua postura, seu comportamento e suas atitudes. Você só tem a ganhar com isso. E boa recuperação. Não se preocupe com a Copa América. Cure-se no corpo, na alma e na cabeça. E seja feliz.

Negócio da China


O presidente Sérgio Sette Câmara contratou o lateral Emerson, e me disse que via nele potencial para chegar ao Barcelona. Parece que ele já sabia. Vendeu o lateral por uma boa fortuna e vai ajeitar a casa financeira do Galo, o que dará aos jogadores e à diretoria uma tranquilidade maior. Olhos de lince, eu diria. Não sei se Emerson é isso tudo – ou se vale isso tudo. O tempo dirá se o Barcelona comprou gato ou lebre!


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