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Mais lenha na fogueira

A caminho do clássico com o Atlético, diretoria do Cruzeiro rompe com a FMF, acusada de beneficiar o rival. Raposa diz que manobra evitou o Mineirão dividido no domingo


postado em 25/01/2019 05:07

Último clássico com o Mineirão dividido ocorreu em fevereiro de 2017, pela Primeira Liga: desde então, dirigentes não se entenderam(foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRESS %u2013 ½/17)
Último clássico com o Mineirão dividido ocorreu em fevereiro de 2017, pela Primeira Liga: desde então, dirigentes não se entenderam (foto: ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRESS %u2013 ½/17)


A expectativa frustrada de retorno do clássico entre Cruzeiro e Atlético com torcida dividida levou a Raposa a romper com a Federação Mineira de Futebol (FMF) e a atacar o rival. A diretoria celeste acusou a FMF de tentar prejudicar o clube e beneficiar o alvinegro, colocando mais fogo no jogo, que será às 11h de domingo, no Mineirão.

Para o Cruzeiro, tanto a entidade quanto o Galo trabalharam para impedir a presença igualitária de torcedores (foram reservados 90% dos ingressos aos cruzeirenses). Em reunião na terça-feira, as diretorias não chegaram a acordo e deixaram o encontro se acusando. A FMF negou que tenha beneficiado qualquer equipe. Já o Atlético preferiu não comentar as declarações.

Os dirigentes azuis afirmam que o rival não deu continuidade ao entendimento selado em 2018: “O Cruzeiro abriu mão de tudo que foi pedido e só não podia abrir mão da renda porque não há garantia de que haverá outro clássico no Estadual. Tenho testemunhas, como o advogado Carlos Alberto Arges, e o Domênico (Bhering), diretor de comunicação do Atlético, de que o presidente deles havia concordado. Tudo que o Atlético pediu, o lado dele (na arquibancada); o banco de reservas atrás do bandeirinha; camarotes, tudo nós concordamos. Se tivesse realmente o interesse de fazer, teria resolvido”, afirmou o vice-presidente executivo de Futebol cruzeirense, Itair Machado.

Ele disparou também contra o vice-presidente alvinegro, Lásaro Cândido da Cunha, ao acusar a FMF de atender aos interesses alvinegros. “Por que a Federação não intermediou? Porque o vice-presidente (Castellar Guimarães Neto, da FMF e da CBF) não aceita. Do nosso lado, o presidente (Wagner Pires de Sá) autorizou. Abri mão de tudo. Do outro lado não teve esse bom senso. O Cruzeiro sempre é atacado pelo vice-presidente jurídico deles (Lásaro Cunha). O cara nem sabe de futebol, nem se a bola é redonda ou quadrada. Enquanto esse sujeito estiver lá, não tem acordo. O Cruzeiro está rompido com a FMF e nossos advogados estão estudando pedir a anulação da eleição (do presidente Adriano Aro), que a gente entende ilegal. Tudo que se briga na Federação, e até mesmo na CBF, o Cruzeiro perde por causa desse vice-presidente (Castellar Guimarães Neto).”

SEM RESPOSTA O Atlético optou por não responder à declaração de Itair Machado – nem mesmo divulgou nota. Ontem, o clube de Lourdes assegurou, via Tribunal de Justiça Desportiva, os mesmos valores dos ingressos do visitante e mandante para o duelo de domingo.

Por determinação do Cruzeiro, as entradas alvinegras antes custavam R$ 120 a inteira (e R$ 60 a meia) para todos os setores. O TJD estabeleceu que os bilhetes do superior laranja fossem vendidos a R$ 30 (com meia-entrada a R$15). Os do inferior laranja serão R$ 20, com meia a R$ 10. Já no setor roxo superior e inferior por R$ 120 a inteira e R$ 60 a meia.

Por meio de sua assessoria, o Atlético alegou ter feito o depósito referente aos 5.940 ingressos a que tem direito, mas até ontem a tarde não havia recebido a carga para iniciar a venda. Na terça-feira, após a reunião na FMF, Lásaro Cunha atacou a diretoria celeste numa rede social: “O mandante do clássico vem alardeando q pretende dividir com o Atlético, meio a meio, o estádio. Entretanto, no primeiro jogo do ano impõe dificuldades para os ingressos do visitante. Não aceita sequer ingressos consignados. Minha opinião: não há acordo nenhum com esse clube”.

Já a FMF negou irregularidades no processo eleitoral, afirmou que atende sem restrições os pedidos do Cruzeiro e acusou Itair de tentar pressionar a entidade. “Fazer isso às vésperas de um clássico é querer exercer pressão sobre a FMF. Não vamos aceitar”, declarou o presidente Adriano Aro. “Se o Cruzeiro acha que vou exercer pressão sobre o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MG), aí eles estão muito enganados”.


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