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Estado de Minas

Após goleada, trapalhada

Com o vexame em casa, demissão do técnico do Villa Nova chegou a ser anunciada por diretor, mas presidente desautorizou dispensa. Time buscará reação contra o América


postado em 22/01/2019 05:04

(foto: Villa nova/Divulgação)
(foto: Villa nova/Divulgação)


Um dia depois de sofrer uma das derrotas mais fragorosas de sua história – a goleada diante do Tupynambás por 5 a 1, no Estádio Castor Cifuentes –, o Villa Nova só confirmou que seguia sem rumo: em poucas horas, o técnico Fred Pacheco passou de demitido a mantido no cargo. A dispensa foi definida pelo diretor de Futebol, Pedro Cirino, e mais tarde desautorizada pelo presidente do clube de Nova Lima, Márcio Botelho, que atribuiu o episódio a um ‘mal-entendido’.

“Alguém demitiu o treinador e espalhou a notícia. Ele segue como técnico nosso. Foi um mal-entendido. Quem contrata e quem demite aqui no Villa Nova sou eu, o presidente”, declarou o dirigente. Os rumores, porém, começaram cedo, e davam conta que a saída havia sido determinada por Cirino. Ele não foi localizado para comentar o recuo. Nomes de prováveis substitutos de Pacheco, de 27 anos, egresso das categorias de base do Cruzeiro, foram ventilados: Rodrigo Santana, técnico do Sub-20 do Atlético, que chegou a ser contatado, além de Paulo César Catanoce, Eugênio Souza e Ademir Fonseca, atual treinador do Uberlândia.

A questão dividiu o grupo de conselheiros. Parte deles defendia a contratação de um novo treinador. O time tentará a reabilitação na quinta-feira, contra o América, no Independência. No domingo, depois da goleada no Alçapão do Bonfim para o visitante de Juiz de Fora, egresso da Segunda Divisão, houve uma reunião tensa. Quase ocorreu troca de tapas, já que o grupo que apoia a direção tentou evitar os protestos dos opositores. A situação foi contornada com a promessa, por parte da diretoria, de que “algo seria feito”. Tais conselheiros garantem que o treinador é ligado ao grupo do presidente.

A equipe vive jejum de 67 anos sem o título mineiro. Foi campeã pela última vez em 1951. Seu auge se deu na década de 1930, com o tricampeonato de 1933/34/35. Conquistou ainda o último campeonato amador do Estado, em 1932. Ao formar o grupo para esta temporada, o Villa buscou figuras como o volante Roger Bernardo, ex-Atlético; o também volante Eurico, o goleiro Georgemy e o meia Luiz Fernando, revelados pelo Cruzeiro; e o atacante Elias, um dos destaques do Botafogo na campanha do quarto lugar no Campeonato Brasileiro de 2013.

DESORGANIZAÇÃO Parte do desastre em campo se reproduzia já nos bastidores do fim de semana, rumo à estreia no Mineiro. Dois jogadores escalados para enfrentar o Tupynambás foram sacados minutos antes de o time entrar no gramado. Ambos tiveram problemas com a documentação legal.

Um foi o atacante Dinei, cujo nome não tinha sido publicado no BID (Boletim Informativo Diário), da CBF, pré-condição de jogo para qualquer atleta. A versão é de que, na última hora, um dos conselheiros alertou para o problema. Com isso, ele foi sacado, sendo substituído por Elias.

O segundo jogador envolvido nas trapalhadas foi o armador Iuri, o camisa 10 do time, que não pôde nem sequer assinar a súmula, porque não portava sua carteira de identificação profissional. Para atuar, todo jogador precisa apresentar ao mesário da partida esse documento, em geral emitido pela federação local.


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