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Estado de Minas

Brasil tenta desencantar


postado em 21/01/2019 05:06

Camisa 10 da Seleção, Rodrygo (E) teve atuação apagada na estreia, mas expectativa é de crescimento à medida em que o entrosamento melhorar(foto: CLAUDIO REYES/AFP)
Camisa 10 da Seleção, Rodrygo (E) teve atuação apagada na estreia, mas expectativa é de crescimento à medida em que o entrosamento melhorar (foto: CLAUDIO REYES/AFP)
Depois de estrear no Campeonato Sul-Americano Sub-20 com um pobre empate sem gols com a Colômbia, a Seleção Brasileira tentará sua primeira vitória hoje, contra uma das equipes que estão invictas na competição. Às 20h30 (de Brasília), com transmissão do Sportv, o time verde e amarelo enfrenta a Venezuela no Estádio El Teniente, em Rancagua, no Chile. Os venezuelanos vêm de triunfos sobre Colômbia (1 a 0) e Chile (2 a 1) e lideram o Grupo A, que conta ainda com a Bolívia.

Apesar da grande expectativa depositada em seu futebol, o atacante Rodrygo, um dos destaques da Seleção, ficou devendo na primeira partida. O jogador do Santos, que acaba de completar 18 anos, ficou preso à marcação, teve atuação apática, mas foi defendido pelo técnico Carlos Amadeu. “Essa competição é 1999, ele (Rodrygo) é 2001. As pessoas que não trabalham com base não compreendem muito isso. No profissional do Santos, ele está cercado por profissionais que dão sustentação a ele. Consegue jogar no profissional e no Sub-20 pela capacidade técnica, pelo talento. Mas agora é um novo jogo. O que ele procura fazer é fugir do contato sempre, tocar e sair rápido”, afirmou.

Rodrygo foi promovido ao profissional do Peixe em 2017, ainda com 16 anos, contudo, foi no ano passado que despontou como uma grande promessa do futebol brasileiro. O atacante, inclusive, já foi negociado com o Real Madrid, que desembolsou 45 milhões de euros para contar com ele a partir de julho.

Para Amadeu, não é certo despejar tanta responsabilidade nas costas do garoto: “Não tenho dúvida que esses jogadores podem crescer na competição quando se adaptarem ao jogo. Rodrygo está dando o melhor, fazendo o melhor possível. Não vai pegar o jogo e botar debaixo do braço. Vai crescer com o time quando o entrosamento lhe ajudar também”.

INCIDENTE A Venezuela, por sua vez, tenta deixar para trás um lance que ocorreu na vitória sobre o Chile, no sábado à noite, e que ganhou ares de incidente diplomático. Uma disputa de bola no fim da partida provocou reações e pedido de desculpas. O lateral Nicolás Díaz, jogador do Palestino do Chile, foi flagrado pelas câmeras gritando “Muerto de hambre” (morto de fome) para o defensor Pablo Bonilla, que atua na Portuguesa da Venezuela. O venezuelano não reagiu, mas nas redes sociais as ameaças ao chileno não demoraram.

Ainda na madrugada de ontem a Associação Nacional de Futebol do Chile emitiu nota oficial, assim como o jogador, que pediu desculpas em seu Instagram. Chilenos e torcedores de outros países pediram punição a Nicolás Díaz pela atitude.

“Eu e minha família temos muitos amigos venezuelanos e respeitamos muito todas as pessoas que vieram para o Chile para trabalhar e ganhar a vida honestamente. (…) Espero me encontrar logo com o grupo da Venezuela no estádio para saudá-los e resolver esse mal-entendido. De toda forma, é uma pena as ameaças que eu e minha família temos recebido. Cometi um erro por coisas que ocorrem em campo. Que tudo se resolva”, postou nas redes sociais Díaz.


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