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Estado de Minas

Lotação máxima nas lajes e barrancos


postado em 20/01/2019 05:08

Enquanto alguns torcedores aguardavam o início do jogo na casa da dona Zuma, no Morro da Pitimba, outros ocupavam os morros nos arredores do Farião. O vendedor Roberto esperava vender 400 picolés
Enquanto alguns torcedores aguardavam o início do jogo na casa da dona Zuma, no Morro da Pitimba, outros ocupavam os morros nos arredores do Farião. O vendedor Roberto esperava vender 400 picolés
Divinópolis – Enquanto a torcida aguardava ansiosa o confronto entre Guarani e Cruzeiro depois de uma década em Divinópolis, o fim de semana foi de muito trabalho para dona Zuma Paulina dos Santos, de 51 anos. Na sexta-feira à noite, ela ajeitou os latões de cerveja no freezer, varreu a laje coberta e separou o caderno onde controlaria a entrada dos torcedores que acompanhariam da cobertura de sua casa a partida inaugural do Campeonato Mineiro.

Zuma é uma das moradoras do Morro da Pitimba, no entorno do Estádio Waldemar Teixeira de Faria, o Farião, que gozam de visão privilegiada do campo. Na cobertura das casas, os ingressos são bem mais baratos: de R$ 10 a R$ 20, dependendo da distância e da visão panorâmica, bem mais barato do que os bilhetes de no mínimo R$ 60 para entrar no campo. As centenas de torcedores espremidos nas ribanceiras e nas lajes formam um cenário único entre os estádios do Mineiro.

“É o lugar de melhor acesso e com preço acessível, o dinheiro está difícil e o recurso que a gente tem é esse aqui”, conta o torcedor Junismar Geraldo de Oliveira, que acompanhou a partida da laje da dona Zuma. “A lotação máxima é de 40 pessoas, que o Corpo de Bombeiros permite. É uma chance de ganhar um dinheiro extra para o restante do mês”, conta Zuma, que mora na Pitimba há três anos.

A outra vantagem de assistir ao jogo dali era a sombra. Com os termômetros marcando 35°C durante a partida, a cobertura virou uma opção às arquibancadas descobertas. O calor castigou os torcedores. Roberto Luiz Martins, que costuma vender 150 picolés em um dia comum de verão, tinha previsão de 400 vendas, a R$ 1,50.

“A gente se protege como pode: protetor solar, bonés, camisa na cabeça”, conta Viviane Vasconcelos, que foi ao jogo com a família, dividida entre a torcida pelo Guarani e pelo Cruzeiro. O único que comemorou o sol foi Ilídio Moreira, o seu Belo, tradicional torcedor do Bugre que, há mais de 10 anos, vai ao Farião acompanhado de sua boneca Vitória, vestida com as cores do Bugre. “Ela vem comigo a todos os jogos, menos quando chove. Aí ela fica em casa para se proteger”, brinca o torcedor. (RD)


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