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Pai coruja no Lanna Drumond


postado em 19/01/2019 05:02

Leandro Silva e seu pai, Luiz Antônio: parceria desde a época da escolinha (foto: Estevão Germano/América)
Leandro Silva e seu pai, Luiz Antônio: parceria desde a época da escolinha (foto: Estevão Germano/América)


No CT Lanna Drumond, do América, pouco acima do campo principal de treinos, há um observatório que serve como local para que a imprensa acompanhe os treinos. Mas nesta semana, o metalúrgico aposentado Luiz Antônio Silva, de 52 anos, tem sido visto lá, acompanhando atentamente as ordens dadas pelo técnico Givanildo de Oliveira. Ele não esboçou nenhuma reação de euforia com qualquer jogador. No entanto, é o pai do lateral-direito Leandro Silva, de 30, que já esteve no Coelho na temporada 2013 e retorna agora. Terminado o treino, o jogador deixou o campo correndo, passou na cantina e levou um café para o paí. Com pressa, tomou banho e retornou para ver “Seu Luiz”, afinal de contas, o time iria viajar para Poços de Caldas logo depois do almoço para a estreia no Mineiro, amanhã, às 11h.

A parceria pai e filho é antiga, desde que Leandro começou, ainda menino, numa escolinha de futebol de sua cidade natal, Sorocaba, no interior paulista. O nome da escolinha, aliás, é peculiar: Bombom. E foi lá, recordou o pai, a primeira história do hoje lateral-direito, mas que na época era atacante. Algo que marcou ambos.

“O Bombom fora convidado para ir ao Rio, jogar contra a escolinha do Zico. Mas eu não tinha condições para isso. O custo da viagem era quase o que eu ganhava. Conversei com ele e expliquei a situação. Com muito custo, entendeu. Mas, na véspera da viagem, uma pessoa ligada ao Bombom veio conversar comigo para que ele fosse. Expliquei que não tinha como arcar, mas a pessoa me disse que ele era o atacante e sem ele o time não teria chance. Quase na hora da viagem, esse homem nos procurou e disse que a viagem do Leandro já estava paga. Pois eles foram e ele marcou o gol da vitória, já nos descontos do segundo tempo. Ganhamos por 1 a 0. Na volta, o senhor me disse: ‘Viu, se ele não fosse, não teríamos ganho’”, contou Luiz Antônio.

Leandro, que estava próximo, exibiu orgulhoso a foto que está no celular, meio apagada, do troféu ganho no jogo. “Ele é meu braço direito. Ele e minha mãe, Rita, que estão aqui comigo, minha mulher e meus filhos. Eles ajudaram a escolher o apartamento para morarmos”, revelou Leandro.

Luiz contou que a mulher de Leandro, Juliane Dayse, está grávida. “A menina vai nascer no início de fevereiro. Eu e minha mulher vamos ficar aqui com eles. Depois que nascer, a sogra dele virá. Tenho de voltar a Sorocaba, pois tenho uma filha, que também tem filho pequeno e precisa da gente.” O casal já tem dois filhos, Lorenzo, de quatro anos e Lavínia, de dois.

Mas as histórias de Leandro não saem da memória, nem de Leandro e nem do pai. “Uma vez, fui jogar um campeonato de escolinhas em Poços de Caldas. Ganhamos. Fomos campeões e meu pai estava comigo”, diz o jogador.

Leandro jogou primeiro no São Caetano, depois no time de sua cidade, o Atlético Sorocabano, de onde saiu para o Santos, jogando ainda no Guaratinguetá, Ituano, América, Figueirense, Avaí, Ceará, Curitiba e, agora, novamente no América.

Luiz sempre acompanha e conta que no Ceará teve de brigar na arquibancada pelo filho. “Estava com minha mulher, a nora e os netos. Um cara começou a pegar no pé do Leandro e a xingar. Minha mulher não suportou e foi tirar satisfação. Aí não teve jeito, o pau quebrou. Deu até polícia.” Leandro disse ter sido a sua maior surpresa com os pais. “Eles nunca foram de confusão. Mas só fiquei sabendo depois do jogo. Não havia mais nada a fazer.”

E lá foi o América para Poços de Caldas, em busca da primeira vitória no Mineiro. A viagem foi terrestre e Leandro foi um dos últimos a entrar no ônibus, pois estava se despedindo do pai. “Volte com a vitória”, pediu Luiz.



Americanas


Renovação

O contrato do quarto-zagueiro Lima, de 33 anos, foi renovado até dezembro. Ele chegou ao Coelho em maio de 2017 e contribuiu na campanha do título da Série B, no mesmo ano. Em abril do ano passado, sofreu uma grave lesão no joelho direito e está em fase final de recuperação. Enquanto isso, o atacante Jonatas Belusso ainda depende de uma rescisão de contrato com o Vitória para ter condições de jogo, apesar de ser dono de seu passe.

Muita consulta, nenhuma proposta

O presidente Marcus Salum confirmou ontem que desde de dezembro consultas são feitas sobre Messias. No entanto, ele disse que não surgiu nenhuma proposta concreta. Entre as consultas, uma é do Santa Clara, que disputa a segunda Divisão do Campeonato Português, mas por empréstimo. O dirigente garante que o jogador não sairá por empréstimo e que para ser vendido tem de ser um negócio vantajoso para o Coelho. No caso do time português, existiria uma pressa do clube, pois a janela europeia de contratações termina no dia 31 de janeiro.

Apurando a mira


Terminado o treino de ontem, três jogadores – Metheusinho, João Paulo e Jonatas Belusso – ficaram no campo treinando cobranças de faltas. O aproveitamento de Belusso chamou a atenção. Depois dele, Matheusinho.


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