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Thiago Neves

"A pergunta que faço aos clubes brasileiros é a seguinte: vocês não conseguem formar dois grandes zagueiros por ano nas divisões de base?"


postado em 22/12/2018 05:04


O Grêmio quer Thiago Neves a qualquer preço. Renato Gaúcho, que já trabalhou com o jogador no Fluminense, não abre mão de tê-lo. Se eu fosse o Cruzeiro faria uma troca por Luan. É mais jovem, mais talentoso, e num futuro bem próximo poderá ser vendido ao exterior por uma boa quantia. Neves já deu o que tinha que dar ao Cruzeiro – e foi pouco em relação ao custo-benefício. Quanto a Dedé, a proposta de R$ 20 milhões do Flamengo pelo zagueiro é baixa. Dedé é o melhor zagueiro do país e vale pelo menos o dobro. O ideal é mantê-lo, pois o clube não encontrará no mercado zagueiro de tamanha qualidade e competência.

 

 

Réver
O zagueiro, que formou dupla com Leonardo Silva na histórica conquista da Libertadores, volta ao clube cinco anos depois. A passagem pelo Internacional não foi boa, mas no Flamengo Réver recuperou seu futebol. O problema é que o clube o recontrata cinco anos mais velho e já tem Léo Silva com 39 anos. Os atacantes estão cada vez mais rápidos e os clubes precisam de zagueiros com a mesma velocidade. A pergunta que faço aos clubes brasileiros é a seguinte: vocês não conseguem formar dois grandes zagueiros por ano nas divisões de base? Se não conseguem, é melhor fechar as portas, pois o futebol brasileiro está parecendo museu: só vive do passado.

 

 

Só no cheirinho
Depois de ficar só no cheirinho com relação às conquistas, o Flamengo está mantendo o padrão também nas contratações. Tentou Dedé, do Cruzeiro, Bruno Henrique, do Santos, e outros jogadores no mercado, mas até agora nada. Como todos sabem que o Flamengo está com dinheiro sobrando, o preço para o rubro-negro fica inflacionado, e dessa forma vai frustrando a torcida. Marco Braz, diretor de futebol, não é nenhum amador, mas está conduzindo as negociações dessa forma. É preciso sigilo e cautela na hora de contratar, mesmo porque não há grandes jogadores no mercado e os poucos que existem estão a preço de Europa, não de Brasil.


Brasil de 1982
O técnico Pepe Guardiola, tem como referência a Seleção Brasileira de 1982 e por isso mesmo gosta que suas equipes pratiquem futebol bonito. É bem verdade que o City não tem tantos gênios da bola assim, mas é uma equipe bem montada e bem treinada. O Brasil de 1982, do saudoso mestre Telê Santana, Zico, Cerezo, Falcão, Sócrates, Éder e cia, não ganhou o Mundial, mas ficou na história. Tanto que está entre as três melhores seleções do mundo de todos os tempos. Depois que a Seleção passou a ter técnicos gaúchos, os fracassos se sucederam, exceto com Felipão, em 2002, mas o time tinha Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo, entre outros. Com Guardiola, o Barcelona viveu seus melhores dias, mas quem tem um gênio chamado Messi não pode mesmo jogar feio.

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