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Fortalecido para brigar por títulos


postado em 14/12/2018 05:05

Vice-campeãs na China, Macris, Mayany e Gabi projetam um Minas competitivo na Superliga(foto: JAIR AMARAL/EM/D.A PRESS)
Vice-campeãs na China, Macris, Mayany e Gabi projetam um Minas competitivo na Superliga (foto: JAIR AMARAL/EM/D.A PRESS)


De volta para casa e em busca de novos títulos, a começar pela Superliga. Esse o sentimento das jogadoras e do técnico Stefano Lavarini, do Minas, vice-campeão mundial na China. Menos de 24 horas depois do retorno a Belo Horizonte, numa viagem que começou na segunda-feira e durou 40 horas, com troca de avião em Dubai, todas já estavam novamente no treino que marcou o início da preparação para o jogo de amanhã, contra o Camboriú, em Santa Catarina, pela Superliga Feminina de Vôlei.

O treinador destaca o que considera o crescimento do time. “Ainda não posso precisar o quanto, mas é certo que houve evolução de todas. Me chamou a atenção a união dentro e fora da quadra. O time evoluiu a cada jogo, diante de adversários muito fortes. Com certeza, o Mundial serviu de mola propulsora. Podemos, sim, pensar em conquistas.”

Um dos pontos altos foi a meio de rede Mayany, que saiu do Brasil como reserva e disputou a maioria dos jogos, incluindo a decisão como titular. Ganhou a confiança de Lavarini. “Estou muito feliz pelo que aconteceu comigo na China. Foi uma grande oportunidade, em especial estar numa final. Foi gratificante. Pena que não fomos campeãs. Acho que esse Mundial pode ter sido a guinada na minha carreira, mas ainda falta muito para aprender, para melhorar. Vou continuar me esforçando.”

O Mundial era um momento especial para a capitã, também meio de rede Carol Gattaz, de 37 anos. Na China, ela disputou seu quarto Mundial. “O primeiro foi juvenil, com a Seleção Brasileira. Depois, duas vezes com a Seleção adulta. Agora, com o Minas. E fui prata em todos. Queria muito o ouro. Eu não sei até quando vou conseguir jogar. Sabia da dificuldade que era disputar o Mundial. Só pensava nisso. Que para mim era mais difícil do que para as outras meninas. Por conta disso, minha expectativa é grande. Era a mais velha do torneio. Não consegui o ouro, mas foi gratificante, principalmente os elogios que recebi por minhas atuações.”

A viagem serviu também para reforçar os laços de Stefano Lavarini com o clube e com os mineiros. Ele conta ter vivido algo que jamais poderia imaginar. “Recebi uma mala, que me foi dada por funcionárias. Dentro, minhas roupas de frio. Algumas estavam até costuradas. Eu não pedia nada a ninguém. Só para lavar. E não é que cuidaram como se fosse a roupa de um filho ou filha? Isso é impressionante. Olha, na Itália, não existe um envolvimento igual ao que temos aqui.”

PROBLEMAS Se houve encantamento, houve também problemas. O uso de barba, por exemplo, teria levado o preparador físico Alexandre Marinho a restrições com o visto chinês. Com feições que remetiam ao padrão árabe, ele foi retirado do grupo para uma entrevista com agentes de imigração ao desembarcar na China. “Enquanto todo mundo recebeu visto de três ou quatro anos, o meu foi de apenas três meses. Se o Minas tiver de voltar lá em fevereiro, não poderei ir.”

Ao ser entrevistado, questionavam qual sua nação de origem. “Queriam saber de que país árabe eu era. Disse que era brasileiro e mostrei que no passaporte nem no nome tinha qualquer ligação com árabes. Aí, me liberaram.” Já Carol Gattaz acha que seu sobrenome motivou algum tipo de cuidado extra da imigração, gerando o visto com limitação de um ano.

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