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Estado de Minas

Pressão até fora do campo

Irregular no Brasileiro e com vaga na Libertadores ameaçada, Atlético vê também risco financeiro e pode vender parte restante de shopping do qual é coproprietário em Lourdes


postado em 08/11/2018 05:10

Em 2017, Galo negociou 50,1% do DiamondMall, captando R$ 250 milhões para seu futuro estádio: clube estuda venda total(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press - 10/12/14)
Em 2017, Galo negociou 50,1% do DiamondMall, captando R$ 250 milhões para seu futuro estádio: clube estuda venda total (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press - 10/12/14)


A grave crise financeira pode obrigar o Atlético a se desfazer de um dos seus patrimônios para pagar dívidas. E um dos que surgem como opção é o Shopping Diamond, que fica em área nobre da capital mineira e entraria na negociação para que o clube possa ter superávit nos próximos anos. A área gera anualmente R$ 10 milhões ao clube e tem sido uma de suas principais fontes de renda. Com o crescente aperto financeiro, a diretoria estuda apresentar um projeto ao conselho deliberativo nos próximos meses que incluiria a negociação dos 49,9% a que o alvinegro tem direito no ponto comercial do Bairro de Lourdes, localizado ao lado da sede atleticana.

Marcada para o dia 27, a próxima reunião apresentará o balanço financeiro para a temporada de 2019. De acordo com o presidente da casa, Rodolfo Gropen, não haveria nenhuma pauta específica para discussão a respeito da dívida financeira, que gira em torno de R$ 500 milhões. Por outro lado, o presidente Sérgio Sette Câmara pediu auditoria fiscal das contas do Atlético e prometeu apresentar o resultado aos conselheiros para buscar soluções para o endividamento.

Em 2017, o Galo acertou a venda de 50,1% do Diamond para o Grupo Multiplan por R$ 250 milhões, que serão usados na futura construção do estádio do clube, no Bairro Califórnia. A medida inicialmente teve forte oposição no conselho, mas a então diretoria conseguiu convencer os opositores de que o negócio seria bom para a receita futura alvinegra. Agora, os dirigentes acreditam na viabilidade de venda da parte restante num momento de dificuldade econômica, em que a maior parte das receitas alvinegras está limitada a cotas de TV e ao programa de sócio-torcedor Galo na Veia.

Outros patrimônios do Galo são os clubes Labareda e a Vila Olímpica, a Cidade do Galo e a sede de Lourdes. “Não estou dizendo que o Diamond (vai ser vendido) ou outro patrimônio, mas o conselheiro precisa abraçar a causa. O Atlético tem a faca e o queijo na mão pra ser saneado, lógico que criando regras para não se endividar de novo”, afirmou o diretor financeiro alvinegro, Carlos Fabel, ao programa de rádio Arena 98 na noite de terça-feira.

RESISTÊNCIA Um dos que foram contrários ao repasse do shopping ao grupo Multiplan na época foi o ex-presidente Afonso Paulino, que comandou o clube entre 1989 e 1994. Ele acredita que a possibilidade de vender o Diamond deveria ser repensada: “Anteriormente, já houve essa conversa. Alguém tentou fazer isso, mas o conselho não aceitou. Seria algo muito triste, porque o shopping é um patrimônio que o clube tem como segurança. Mas há uma insatisfação grande entre os conselheiros quanto ao perigo da venda. Não posso criticar a atual diretoria porque o Sette Câmara procura acertar as contas do clube. Mas vender um patrimônio do tamanho do shopping seria um risco grande para os próximos anos. E a maioria dos conselheiros será contra”.

ATLETICANA...
Jogo antecipado

Sob a alegação de “ajuste na tabela”, a CBF anunciou ontem mudança no jogo entre Atlético e Bahia, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Inicialmente marcado para o dia 19, segunda-feira, às 20h, o embate foi antecipado para o sábado, 17, às 21h, estando mantido o local, o Estádio Independência. Já Fluminense x Ceará passou para a segunda-feira, às 20h, no Maracanã.


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