Minas Gerais poderá ter um aumento em relação ao triênio 2020-2022 de cerca de 37% na incidência de câncer de pele não melanoma e melanoma, conforme estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para o próximo triênio 2023-2025. A previsão é que surjam mais de 26 mil novos casos da neoplasia de pele não melanoma e 900 registros de melanoma no estado por ano.
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Tecnologia como alidada: uso da inteligência artificial
Segundo Fernando Nasser, a detecção na fase inicial garantirá uma melhor resposta ao tratamento e a tecnologia pode exercer um papel crucial nessa etapa. Isso graças a um arrojado equipamento de mapeamento corporal, conhecido como fotofinder bodystudio ATBM master, ou dermatoscopia corporal total, de origem alemã.
“O equipamento utiliza inteligência artificial que identifica lesões de pele suspeitas, novas e alteradas de forma segura, eficaz e no menor tempo possível. São geradas fotos em alta resolução da superfície da pele do corpo inteiro, ampliadas em até 400 vezes. Este tipo de exame possibilita manter o mesmo e rigoroso padrão de análise no acompanhamento do paciente diagnosticado, em seguimento ou em remissão”, esclarece Fernando Nasser.
O dermatologista completa que a abordagem será definida de forma individualizada considerando o subtipo, estágio e extensão da doença. “O tratamento pode envolver a atuação conjunta de especialistas das áreas de oncologia clínica, dermatologia, cirurgia oncológica, cirurgia plástica, radioterapia e ortopedia oncológica. O recurso terapêutico pode ser desde uma ressecção cirúrgica, imunoterapia ou terapias-alvo, e com menos frequência, radioterapia e quimioterapia”, encerra o médico.