Termo de origem sânscrita, yoga, ou ioga, quer dizer unir. Considerado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, é celebrado em 21 de junho com o dia dedicado à prática, na data oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014 especialmente para lembrar essa que também é tida como uma ciência milenar. O Dia Internacional do Ioga significa a celebração pelo planeta, pela fraternidade, pela vida, a consciência e a saúde global.



O ioga é ideal para amenizar o cansaço físico e mental tão recorrente na vida contemporânea, sempre corrida. Uma pausa é fundamental para encontrar o equilíbrio, manter o ânimo e a boa saúde do corpo e da mente. É uma alternativa importante ainda mais com a pandemia, que gerou para muitas pessoas problemas de concentração, perda de memória e procrastinação, entre diversos outros impactos.

O ioga promove benefícios como a melhora na disposição para os afazeres do dia a dia, a melhora da atenção por conta do relaxamento que proporciona, além da melhora na qualidade do sono. Como exercício físico, também favorece a imunidade, pelo fortalecimento das células.

O ioga é a união entre a consciência unitária e a consciência cósmica, ensina o monge haitiano Acarya Pulak Brahmacari Dada. A prática não escolhe nenhum perfil em particular - é para todos, independente de idade, raça, religião ou grupo espiritual. É para crianças, jovens e adultos, diz o monge. É preciso apenas estar presente de corpo, mente e alma.



Dada Pulak integra a Ananda Marga, organização sócio-espiritual internacional que, enquanto se direciona para uma filosofia de vida em especial, foca na realização completa de todas as potencialidades humanas. O trabalho combina o entendimento interior com uma perspectiva de ajuda baseada na ideia de universalismo.

Há seis anos, o monge saiu de sua terra natal e já correu diferentes países atuando com o ioga. Em Belo Horizonte, está há cinco meses e, no espaço que mantém na Floresta, coordena diversas atividades dedicadas ao ioga, como aulas, cursos e sessões de massagem, por exemplo.

O ioga compreende um conjunto de práticas, diz o monge, incluindo danças, cantos, auto massagem, relaxamento. Um ioguim (praticante de ioga), segundo Dada Pulak, tem ainda que observar os princípios da ética, que no contexto da prática são chamados os Yama e Niyama. "O ioga também define uma dieta bem específica, fala sobre viver em harmonia com a natureza, e buscar a felicidade infinita", ensina.



O ioga favorece o bom desenvolvimento das esferas que definem a existência do ser humano. Entre os pontos positivos, como cita o monge, estão: correção de defeitos glandulares e harmonia das secreções hormonais, manutenção de corpo e mente saudáveis e equilibrados, remoção de pensamentos indesejáveis, desenvolvimento da memória, da intuição, prevenção de doenças, e alcance de uma consciência plena.

Com a pandemia, muita gente procurou o ioga, mas, na visão de Dada Pulak, essa demanda, na verdade, foi um tanto tímida, principalmente considerando que o ioga não é muito conhecido a nível global. "Algumas práticas se expandiram pouco durante a pandemia, mas essa expansão é um grande passo para aqueles que se dedicam em levar o ioga para mais perto da sociedade", diz.

Para gerenciar o estresse e aliviar a ansiedade, a primeira prática que o ioga oferece, pontua o monge, são os Asanas (as posturas), que trabalham todas as glândulas do corpo e os centros energéticos, com atenção à respiração consciente e através da meditação.

Também no caso da síndrome do pânico, caracterizada, entre outros sintomas, por desconforto e medo, o ioga pode ser aplicado. "O paciente deve praticar as posturas certas que afetam os centros energéticos (terceiro e quatro chakras) que têm relação com o medo e a depressão. Nesses casos, o ioga e a meditação são a melhor solução. São processos naturais e holísticos que promovem uma sensação profunda de paz mental, sem comprimidos", conclui.

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