Jornal Estado de Minas

Saúde

Entenda o que é fístula, doença rara de Marcos Oliveira, o 'Beiçola'

 

A Fístula é uma conexão anormal entre órgãos ou entre um vaso sanguíneo que se liga a uma artéria. De acordo com o médico Tasso de Carvalho, ela pode ser definida como "um canal, previamente inexistente, entre duas estruturas não normalmente conectadas, como um órgão que se liga a outro órgão; portanto uma comunicação anômala entre 2 órgãos".





 

As fístulas podem surgir em várias regiões do corpo humano, ganhando nomes diversos, e aparecem como consequência de uma lesão, como por exemplo, um abscesso, ou outra doença.

 

O médico explicou que as fístulas são detectadas, geralmente, por meio de exames de imagem como a sigmoidoscopia e a colonoscopia.

 

De acordo com o profissional de saúde, o paciente pode ter problemas em decorrência dessa condição, assim como o caso da fístula do ator Marcos Oliveira, que comunica a próstata à bexiga. "Se não tratada, ela pode causar infecções recorrentes, já que permite a chegada de urina à próstata", disse.

 

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O ator e comediante Marcos Oliveira, o intérprete de Beiçola, de 'A Grande Família', surpreendeu os fãs e seguidores ao postar em sua conta no Instagram (@marcosoliveiraator) um vídeo pedindo dinheiro para suas contas do dia a dia e juntar dinheiro para fazer uma cirurgia de fístula na uretra. Em dezembro de 2021, ele chegou a ser internado no setor de urologia do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, com uma infecção urinária devido à uma fístula entre a próstata e a bexiga.





 

 

 

O mestre em Ciências da Saúde, Tasso, pontuou que essa é uma condição grave, principalmente, em casos como o do ator, que também possui o diagnóstico de diabetes melitus. "A diabetes, por sua vez, aumenta o risco de infecções e prejudica o processo de cicatrização."

 

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Conforme o médico, nem todos os casos de fístula necessitam de intervenção cirúrgica. "Pequenas fístulas podem cicatrizar espontaneamente, no entanto, fístulas maiores e aquelas que comunicam órgãos que podem ser infectados, a cirurgia é a melhor escolha", finalizou.

 

* Estagiária sob supervisão da editora Ellen Cristie.