Jornal Estado de Minas

LUTO

Morre em BH ex-ministro Alysson Paolinelli

Morreu em Belo Horizonte, aos 86 anos, o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli. O agrônomo mineiro estava internado no Hospital Madre Teresa, Região Oeste da capital, para tratar complicações de saúde após uma cirurgia no quadril.




 
O velório vai acontecer das 15 horas de hoje (29) até às 9h30 desta sexta-feira (30), no Palácio da Liberdade. O sepultamento está previsto para às 11h, no Cemitério Parque da Colina. 

Apontado como um dos principais nomes do desenvolvimento agrícola do país, Paolinelli atuou na política por mais de quarenta anos e foi indicado ao Nobel da paz.
 
Paolinelli nasceu em 10 de julho de 1936, em Bambuí, no Centro-Oeste mineiro. Formou-se em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras e especializou-se em estudar o potencial produtivo da agricultura no Cerrado brasileiro.

O agrônomo assumiu a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais em 1971 e teve atuação destacada no incentivo à produção cafeeira no estado. Ele passou pela pasta outras duas vezes durante a década de 1990.





O trabalho mais destacado de Paolinelli foi à frente do Ministério da Agricultura, posto que ocupou entre 1974 e 1979, sob o governo do general Ernesto Geisel. Sob a gestão do mineiro, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) passou por intenso processo de modernização que viabilizou a ocupação do Centro-Oeste com a atividade agrícola.
Pelo PFL, Paolinelli foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 1986, tornando-se então membro da Assembleia Nacional Constituinte responsável pela formulação da Constituição Federal de 1988.

Em 2006, ao lado do pesquisador da Embrapa, Edson Lobato, e do norte-americano Andrew Colin McClung, Paolinelli recebeu o World Food Prize, premiação de prestígio na área da agricultura. Ele foi laureado pelo trabalho de transformação do Cerrado em área fértil para a produção alimentar.

O trabalho de Paolinelli também lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2021. A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) foi responsável por apontar o nome do agrônomo e contou com apoio de diversas instituições internacionais.