O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) demonstrou indignação com os trabalhos da relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os ataques do 8 de janeiro, Eliziane Gama (PSD-MA), que apresentou o plano de trabalho do colegiado nesta terça-feira (6/6).
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Presidente da CPMI nega barrar deputado investigado por incentivar atosDeputado pede afastamento de bolsonarista autor do pedido de CPMIFlávio Bolsonaro: 'Nunca tem almoço grátis em governo petista'Mauro Cid e Anderson Torres são prioridade da CPI dos atos golpistasRogério Corrêa para Marcos do Val: 'Manja de outras coisas'Alexandre de Moraes deve ser decisivo para selar destino de Lira no STF“Isso não é ataque de sexo porque ela é mulher, pelo contrário. Tem que parar de usar o sexo como escudo de não conseguir ouvir a verdade. Infelizmente a mesa necessita ter imparcialidade e a gente não vê isso na relatora”, destacou, reclamando que a senadora já rotulou os vândalos do 8 de janeiro de “bolsonaristas golpistas”.
Nikolas também diz que o Plano de Trabalho está completamente “enviezado”, com fatos que fogem a ordem cronológica dos atos antidemocráticos
“O plano se tem pedido de escopo de investigação, algo que foge da cronologia dos fatos, colocando aqui a atuação do ex-ministro Anderson Torres em relação a PRF (Polícia Rodoviária Federal). Se tem, por exemplo, como alvo da investigação, as manifestações públicas de agentes públicos contra o resultado das eleições”, explicou Nikolas.
Para o deputado mineiro não existe relação entre as publicações de parlamentares sobre as eleições com os atos do 8 de janeiro. “Antes não podíamos questionar o Lockdown, depois não se poderia questionar a obrigatoriedade da vacina, depois o resultado das eleições. Até quando? Daqui a pouco você não pode questionar a privação da sua liberdade”, continuou.