Jornal Estado de Minas

SELIC

Cid Gomes critica presidente do BC: 'Fez manifestações pró-Bolsonaro'

Durante uma audiência nesta terça-feira (25/4) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, na qual o presidente Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, foi dar explicações sobre a taxa de juros, o senador Cid Gomes (PDT-CE) criticou e ironizou a atuação do economista.




“O senhor fez manifestações públicas em defesa do presidente Bolsonaro. Pegue o seu bonezinho e peça para sair”, afirmou Cid, relembrando que Campos Neto participou de grupos de bolsonaristas e votou usando a camisa da seleção brasileira, comumente usada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Enquanto falava isso, o parlamentar cearense entregou um boné do banco Santander, empresa na qual o presidente do BC trabalhou antes de assumir o atual cargo.

O senador cearense também usou um quadro negro e giz para ilustrar mais críticas a Campos Neto. O parlamentar comparou os números do Brasil com os dos Estados Unidos.

"A inflação do Brasil em 2022 foi de 5,8%. A nossa taxa de juros terminou o ano com 13,75%. (...) inflação de 6,5% e taxa de juros ao final do ano (...) 4,5% ao ano", comparou o político.

Ele ainda afirmou que, em 2022, os juros aumentaram a dívida em R$ 802 bilhões e que, o "governo federal, em março, R$ 7,3 trilhões" em dívida. Se as taxas fossem iguais às dos Estados Unidos, de acordo com Cid Gomes, o custo seria de R$ 292 bilhões.

A taxa Selic de 13,75% é mantida pelo Banco Central desde o final do ano passado. O número é criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde o início do mandato, o que levou a críticas à autonomia do Banco Central.