Jornal Estado de Minas

CONGRESSO

Alê Silva sobre policial que matou petista: 'Foi injustamente provocado'

A deputada bolsonarista Alê Silva (Republicanos-MG) afirmou, nesta terça-feira (12/7), no plenário da Câmara, que Jorge José da Rocha Guaranho, policial bolsonarista que matou a tiros o guarda municipal petista Marcelo Arruda, foi “injustamente provocado”.






LEIA TAMBÉM: Petista morto por bolsonarista: 6 vezes em que violência política pode ter sido estimulada em discursos

Na contramão das imagens de vídeo e do que foi apontado até agora pelas investigações, a deputada afirma que a imprensa “esconde” a verdadeira história da população.

"Com relação ao fato ocorrido em Foz do Iguaçu nesse fim de semana, nós também repudiamos. Repudiamos essa violência, mas o que a imprensa esquece de dizer e que os lulistas que sobem a essa tribuna esquecem de dizer é que o autor dos disparos, que ceifou a vida do outro, foi injustamente provocado pela vítima. E, não, essa parte eles não contam", afirmou a deputada. 

Com a palavra, Jair Bolsonaro


Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que o policial bolsonarista também foi alvo de agressões. Para o presidente, caso Guaranho, que está internado, não resista aos ferimentos, "esses petistas vão responder por homicídio". 




Os relatos de testemunhas apontam, entretanto, que Guaranho passou na festa gritando "Aqui é Bolsonaro" e teria prometido voltar, o que se concretizou. Câmeras de segurança mostram o policial penal invadindo a festa e atirando contra Arruda.

“Nada justifica a troca de tiros, mas lá fora...Está sendo concluída a investigação pela Polícia Civil do Paraná, talvez concluam hoje, para a gente ver que teve um problema lá fora, onde o cara que morreu, que estava lá na festa, jogou uma pedra no vidro daquele cara que estava no carro pro lado de fora. Depois, ele voltou e começou aquele tiroteio lá, onde morreu o aniversariante”, afirmou o presidente para apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Ao falar com os apoiadores, o presidente insinuou que o bolsonarista também tinha sido vítima do caso.

“O outro foi ferido, ficou caído no chão e daí o pessoal da festa encheu a cara dele de chute. A violência, né? Os petistas, era a violência do bem, chute na cara de quem está caído no chão. Para quem não sabe direito tudo que aconteceu, as imagens demonstram os atos de violência que houve lá dentro do recinto. Se esse cara morre de traumatismo craniano e não por causa do ferimento à bala, esses petistas vão responder por homicídio”, disse Bolsonaro.





Assassinato no Paraná

Marcelo Aruuda morreu na noite de sábado (9/7) em Foz do Iguaçu, cidade do Paraná, durante uma festa de aniversário temática do Partido dos Trabalhadores (PT)

O aniversariante comemorava os 50 anos quando Jorge José da Rocha Guaranho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) e agente penitenciário, invadiu o local com uma arma e o assassinou.
 
Arruda era guarda municipal, diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz (Sismufi) e tesoureiro do PT municipal.

Ele comemorava o aniversário na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu, quando Guaranho passou de carro e começou a entoar gritos de apoio a Bolsonaro e contra Lula (PT) - ambos pré-candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro de 2022.