Jornal Estado de Minas

ARTHUR DO VAL

Mamãe Falei diz que áudio sobre ucranianas foi em 'momento de empolgação'

Após vazamento de áudio nessa sexta-feira (04/03) em que faz comentários machistas ao se referir a mulheres da Ucrânia, o deputado estadual Arthur do Val Mamãe Falei (Podemos-SP) afirmou neste sábado (5) que as falas se deram em um momento de empolgação. O parlamentar paulista estava em território ucraniano desde o início desta semana para, segundo ele, mostrar e esclarecer ao Brasil sobre informações falsas sobre a invasão da Rússia ao país vizinho, que desencadeou uma guerra desde 20 de fevereiro.





"Foi errado o que eu falei, não é isso o que eu penso, o que eu falei foi um erro num momento de empolgação, e pronto. Pelo amor de Deus, gente, a impressão que está passando aqui é que eu cheguei lá, tinha um monte de gente, e falei 'quem quer vir comigo aqui, que vou comprar alguma coisa'. Pelo amor de Deus, não é isso, nem poderia fazer. Inclusive, nos áudios eu falo ali, ainda com um modo jocoso, um modo informal, não tive tempo de fazer absolutamente nada, não tive tempo para tomar banho, gente, estou há três dias sem tomar banho, estou chegando mal aqui. Fui para fazer uma coisa, mandei um áudio infeliz, e a impressão que passou é que fui fazer outra coisa", disse, em entrevista coletiva no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, ao chegar da Ucrânia.

No áudio vazado nessa sexta pelo O Globo, na coluna do jornalista Lauro Jardim, Arthur do Val, que também é pré-candidato ao governo de São Paulo nas eleições de outubro, afirma, entre outras coisas, que as mulheres ucranianas "são fáceis, porque são pobres".

Em outros pontos do áudio, Mamãe Falei diz: "Eu contei: são 12 policiais deusas. Mas deusas que você casa e faz tudo que ela quiser. Assim, eu tô mal. Eu não tenho nem palavras para expressar".

Ele segue: "Quatro dessas eram minas que você, mano, nem sei te dizer, se ela cagar você limpa o c... dela com a língua (...) Se você pegar a fila da melhor balada do Brasil, na melhor época do ano, não chega aos pés da fila de refugiados aqui".



Neste sábado, Arthur disse que errou, mas reiterou que enviou a mensagem para um grupo de amigos no WhatsApp.

"Se as pessoas quiserem me julgar pelo que falou, pelo ódio, acho que as pessoas têm esse direito e fica à vontade (sic). Peço só que as pessoas entendam o contexto, são dois contextos diferentes: uma coisa é o Arthur que foi lá fazer a missão que fez e saiu. A outra coisa é o Arthur que já tinha saído e mandou um áudio num grupo privado, para os amigos dele, de forma errada, descabida, não foi a melhor das posturas, é nítido aquilo, mas como te falei, é um áudio privado, é um áudio privado", completou.