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Estado de Minas

Presidente Bolsonaro diz ter 'confiança absoluta' no ministro Paulo Guedes

Chefe do Executivo volta a afirmar que o Auxilio Brasil será mesmo de R$ 400 a partir de novembro


23/10/2021 04:00 - atualizado 23/10/2021 00:27

Jair Bolsonaro, presidente da República
"Deixo muito claro a todos os senhores: esse valor [R$ 400] tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura" - Jair Bolsonaro, presidente da República, em entrevista ao lado ministro Paulo Guedes (foto: EVARISTO SÁ/AFP)

Brasília – Um dia depois da turbulência no mercado e do pedido de demissão de quatro secretários da equipe do Ministério da Economia, por causa da intenção do governo de alterar o teto de gastos para pagar benefício de R$ 400 no Auxílio Brasil, o presidente Jair Bolsonaro decidiu prestigiar o titular da pasta, Paulo Guedes. Ele foi ao pessoalmente ao ministério conversar com Guedes e depois os dois fizeram pronunciamento em conjunto. Bolsonaro afirmou que tem"confiança absoluta" no ministro e que o governo não fará "nenhuma aventura" na economia e respeitará o teto de gastos.  "Tenho confiança absoluta nele, ele entende as aflições que o governo passa. [Guedes] Assumiu em 2019, fez um brilhante trabalho, quando começou 2020, a pandemia, uma incógnita a para o mundo todo", elogiou. Ele disse que vem novo aumento de combustíveis por aí.

Bolsonaro afirmou que o Brasil não é o único país a passar por problemas coma alta de preços e agradeceu o Congresso pela aprovação da PEC dos Precatórios, que altera o teto de gastos. "Quero agradecer ao Parlamento, que tem feito com que as reformas caminhem, como ontem por exemplo, quando nós assistimos à aprovação com larga margem de votos a PEC dos precatórios. Entendemos que a economia está ajustada, não existe solavanco, não existe nenhum descompromisso da nossa parte, queremos o bem do Brasil e esse é o nosso objetivo", disse também.

Sobre o novo Auxílio Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família, com valor de R$ 400, Bolsonaro disse ter preocupação fiscal. Porém, em nenhuma das medidas foi anunciada a fonte de recursos para custeio. "Na economia, o Brasil é um do que menos estão sofrendo, inclusive prevê-se a possibilidade de crescermos 5% no corrente ano. Há uma massa de pessoas, os mais necessitados, são 16 milhões de pessoas no Bolsa-Família, cujo o ticket médio está em R$ 192, e a gente vê esse valor como insuficiente para o mínimo. Assim sendo, com responsabilidade, vínhamos estudando há meses essa questão e chegou-se a um valor. Deixo claro, esse valor decidido por nós tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura. Não queremos colocar em risco nada no tocante à economia", declarou.

O chefe do Executivo argumentou que o agravamento da inflação, em decorrência da pandemia, piorou a condição de vida das pessoas mais pobres e, por isso, o governo decidiu aumentar o valor do Auxílio Brasil. "Agravou-se a questão da inflação chegando aos dois dígitos. Isso não é exclusivo do Brasil, o mundo todo vive esse problema, como o Reino Unido, por exemplo, a Europa quase como um todo. Acompanhamos o aumento de preço nos Estados Unidos. E o Brasil é um dos países que, na economia, é um dos que menos está sofrendo", destacou o presidente em discurso na sede do Ministério da Economia.

"Agora, contudo, tem uma massa de pessoas que são os mais necessitados. Hoje em dia, em torno de 16 milhões de pessoas, que estão no Bolsa-Família, cujo ticket médio está na casa dos R$ 192. E a gente vê esse valor completamente insuficiente para o mínimo. Assim sendo, com responsabilidade, vínhamos estudando há meses essa questão, onde chegou-se a um valor. Deixo muito claro a todos os senhores: esse valor, decidido por nós, tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura. Não queremos colocar em risco nada no tocante à economia", acrescentou.

De acordo com o governo federal, o Auxílio Brasil deverá ser ampliado para 17 milhões de beneficiários, começando a ser pago em novembro com valor mínimo médio de R$ 400 por família, até o final do ano que vem. Desse valor, R$ 100 correspondem ao aporte extra fora do teto.

Desde que foi anunciado, o reajuste do programa, que exigirá R$ 30 bilhões em recursos extras que excedem o limite fiscal, causou atritos dentro da área econômica do governo e gerou críticas de setores econômicos como o mercado financeiro.

Na quinta-feira, o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, pediram demissão de seus cargos. Recentemente, Funchal e Bittencourt haviam se manifestado contrários a quaisquer medidas que flexibilizem o teto federal de gastos, seja para renovar o auxílio emergencial, seja para ampliar o Bolsa-Família e criar o Auxílio Brasil.

A crise política repercutiu negativamente nos negócios da Bolsa de Valores (B3), que chegaram a registrar queda de 4% pela manhã, mas melhorou durante a tarde. Já o dólar comercial chegou a bater em R$ 5,73, caindo depois para R$ 5,65 ao longo da tarde.
 


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