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Estado de Minas CPI DA COVID

Pode haver 'algum tipo de transgressão' no governo Bolsonaro, diz Queiroga

Ministro da Saúde afirmou que "em uma administração pública gigantesca", é possível ocorrerem irregularidades, não só na União, como nos estados e municípios


19/07/2021 16:09 - atualizado 19/07/2021 18:21

Ministro da Saúde disse que denúncias são apuradas rapidamente, de acordo com o que pede Bolsonaro(foto: Evaristo Sá/AFP)
Ministro da Saúde disse que denúncias são apuradas rapidamente, de acordo com o que pede Bolsonaro (foto: Evaristo Sá/AFP)
Em meio às apurações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que, na administração pública, incluindo União, estados e municípios, "pode haver algum tipo de transgressão". Ele havia sido questionado sobre supostas irregularidades no âmbito da negociação de vacinas contra COVID-19 que estão sendo investigadas pela comissão.

"O ministério tem um setor de integridade. Então, toda vez que há alguma denúncia, essas denúncias são apuradas. E, de acordo com a apuração, as providências, elas são tomadas. Vocês já viram que nós, aqui, somos céleres na tomada de decisão, seguindo a determinação do presidente da República. O que nós queremos é que cada centavo que vem do imposto que nós pagamos, ele sejam aplicado de maneira própria", disse o ministro.

"Naturalmente que, em uma administração pública gigantesca, como é do Estado brasileiro, não só na União, mas também nos entes subnacionais (estados e municípios), pode haver algum tipo de transgressão. Se houver, nós temos a lei. E a lei, ela é igual para todos", acrescentou Queiroga a jornalistas nesta segunda-feira (19/07).

A CPI está de recesso por 15 dias, e retorna aos trabalhos, com as oitivas, no dia 3 de agosto. Até lá, equipes de técnicos formadas por senadores vão atuar na análise de documentos que já chegaram à comissão, incluindo as quebras de sigilo.

No último final de semana, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), disse que o chamado G7, grupo de senadores da base e oposição que formam maioria na CPI, faria uma divisão entre as frentes a serem apuradas. A ideia é que, com o volume de informações que se tem, a apuração seja distribuída entre os parlamentares, para que no decorrer das oitivas, a CPI não acabe deixando assuntos para trás.


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