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Estado de Minas COVID-19

Situação do país preocupa o mundo


04/03/2021 04:00

Brasília – O gerente de incidentes da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Sylvain Aldighieri, reconheceu ontem que a situação do Brasil é preocupante em nível nacional. “O Brasil neste momento está enfrentando uma segunda onda pandêmica de amplitude nacional, com impacto muito forte nos serviços de saúde, incluindo cuidados intensivos, e nas taxas de ocupação de UTIs”, disse o gerente da Opas. Sylvian Aldighieri ressaltou que as variantes são uma preocupação em nível mundial, e que até terça-feira, 28 países ou territórios da região das Américas haviam notificado a presença de “pelo menos uma variante das três de alta preocupação” que a Opas tem acompanhado no âmbito global. Conforme o gerente, oito países das Américas do Sul e do Norte relataram, até o momento, a presença da variante da P.1, identificada pela primeira vez no Amazonas.

De acordo com o último boletim do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 8 estados e o Distrito Federal têm mais de 80% dos leitos de UTI para o tratamento de pacientes com COVID-19 ocupados. Apenas oito unidades da Federação não ultrapassaram a taxa de ocupação considerada crítica pelos pesquisadores, sendo o Sergipe o único fora da zona de alerta.

Sylvian Aldighieri pontuou que o Brasil já relatou mais de 10 milhões de casos e mais de 250 mil óbitos pela doença, sendo o segundo país mais afetado pela pandemia nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, com 517 mil mortos. 

O gerente pontuou que, nos últimos três meses, antes do Natal, a Opas observou uma segunda onda pandêmica que havia começado ao norte da bacia amazônica, incluindo o estado do Amazonas. A situação se estendeu a Roraima, Rondônia e Acre, como pontuou.

Conforme Aldighieri, alguns relatórios de autoridades sanitárias do Brasil mostram, neste momento, uma alta transmissão em algumas áreas do país, incluindo outras zonas geográficas, como estados do Nordeste e do Sul. 

Ele ressaltou que também foi observado ao longo das últimas semanas um impacto no fornecimento de insumos, citando falta de cilindros de oxigênio no início do ano em Manaus.

“É chave reduzir a transmissão do Brasil, assim como isso se aplica a outros países da América do Sul. Para salvar vidas, controlar a disseminação de variantes do vírus, precisamos ter uma aplicação estrita das medidas de proteção de saúde pública. Isso é chave no contexto atual do Brasil e também em alguns outros países da América do Sul”, disse.
 


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