Jornal Estado de Minas

COVID-19

Bolsonaro diz que 'vacina contra COVID-19 será gratuita e voluntária'

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que a Agência Nacional de Vigilância Nacional (Anvisa) definirá qual vacina contra a COVID-19 será adquirida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Sem entrar na polêmica que envolve a CoronaVac, imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com laboratório chinês Sinovac, o plano foi lançado sem que o governo definisse uma data para o início da vacinação





 

Em cerimônia de apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a COVID-19, no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta (16/12), Bolsonaro ressaltou que a vacina será oferecida de forma gratuita e voluntária.

 

"Estamos tratando de vida. Temos uma Agência Nacional de Vigilância Sanitária que sempre foi referência para todos nós, que continua tendo participação fundamental na decisão de qual vacina deve ser apresentada de forma gratuita e voluntária para todos os brasileiros", disse Bolsonaro. 

 

O presidente adotou um tom mais conciliatório, mas não deixou de demarcar a ausência de governadores.  O governador de São Paulo, João Doria, que tem demarcado posição política distinta de Bolsonaro em relação ao enfrentamento da pandemia, não compareceu à solenidade. Sem citar nomes, afirmou que alguns governadores não compareceram à solenidade por 'motivos de força maior'.





 

"Momento muito feliz para todos nós brasileiros. Senhores governadores é uma honra recebê-los aqui. Outros não compareceram por motivos de força maior. Mas a grande força que todos demonstramos agora é a união para buscar solução de algo que nos aflige há meses", disse. Segundo o presidente, são 27 governadores com um só propósito, disse, incluindo o Distrito Federal na soma: 'O bem comum e volta à normalidade'.

 

Bolsonaro afirmou que depois da tempestade chega a bonança, sinalizando que o país pode superar as dificuldades enfrentadas com a pandemia. "Estamos na eminência de alternativa concreta para nos livrarmos desse mal", disse em relação ao plano. O presidente disse que 'se algum de nós exagerou e até extrapolou foi no afã de buscar solução'.

O presidente, que chamou a COVID-19 de 'gripezinha' em pronunciamento oficial, disse que, desde o início, se afligiu com a doença. "Nos afligiu desde o início. Não sabíamos o que era esse vírus como ainda não sabemos em grande parte", argumentou. O presidente anunciou que o Ministério da Economia liberará R$ 20 bilhões para compra de vacina.

audima