Os vereadores da Câmara Municipal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, cassaram, nesta terça-feira, os mandatos de Doca Mastroiano (Patriota) e Wender Marques (PSB). Eles fazem parte de um grupo de 22 parlamentares que, em dezembro do ano passado, foi preso por suposto desvio de verbas públicas da Casa. A operação “Má Impressão”, que trata do tema, é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
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'Estamos na frente de um idiota', diz Kalil sobre quem não usa máscaraMuriaé: Avião envolvido em decolagem temerária é interditadoCelso de Mello atende Aras e autoriza depoimento de 3 ministros do governo“A não apresentação de defesa prévia e a não presença dos seus advogados reforçam a prova da infração”, comentou o relator da cassação de Marques, Professor Edílson (PCdoB).
De acordo com o MPMG, os parlamentares solicitavam que empresas gráficas emitissem notas fiscais falsas e, depois, pediam reembolso à Câmara Municipal. Após uma espécie de verificação "formal" dos recibos, os pagamentos eram concretizados.
Histórico
Antes da operação "Má Impressão", vereadores de Uberlândia haviam sido alvo de duas outras investigações, chamadas de "Poderoso Chefão" e "Torre de Babel". Os parlamentares foram acusados de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e falsidade ideológica. Em dezembro do ano passado, a Justiça pediu a prisão de 20 dos 27 vereadores da cidade de 691 mil habitantes.Uma série de vereadores já foi cassada por conta das investigações. Antes de Doca e Wender, o último havia sido Ceará (PSC), na semana passada. Além deles, também perderam o mandato Vico Queiroz (PTC), Rodi Borges (PL), Paulo Cesar (SD), Wilson Pinheiro (PP), Alexandre Nogueira (PSD) e Juliano Modesto (suspenso do Solidariedade)..