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Estado de Minas

Zema sobre testagem em massa da população em Minas: 'Não temos condição'

Governador de Minas diz que estado não tem recursos para bancar testes, estratégia adotada com sucesso em países como a Coreia do Sul


postado em 20/04/2020 16:03 / atualizado em 22/04/2020 05:26

(foto: Gil Leonardi / Imprensa MG)
(foto: Gil Leonardi / Imprensa MG)


A testagem em massa da população está descartada em Minas. O governador Romeu Zema (Novo) admitiu que o estado não tem recursos para bancar o método, que permite verificar com mais precisão o avanço da COVID-19 - consequentemente, planejar melhor o combate à doença. Apesar disso, Zema avalia que a resposta de sua gestão à pandemia é "muito boa" e já faz planos para a reativação da economia. 

“Por questões financeiras, nós não temos condição de adquirir 500 mil testes para fazer uma testagem em massa”, disse Zema à Globo Minas nesta segunda-feira (20).  

Para o gestor, o estado tem feito a "lição de casa" no que tange ao enfrentamento da COVID-19. Como reflexo disso, citou a ocupação de  apenas 3% dos leitos de UTI por pacientes infectados pelo vírus. Ainda de acordo com Zema, Minas estaria preparada para enfrentar cenários com até 15 vezes essa lotação, pois o governo tem à disposição o que chamou de "aparatos de retaguarda". Entre eles, mencionou o hospital de campanha do Expominas, que deve ampliar a oferta de leitos em 788 unidades. Duzentos e sessenta foram entregues em 15 de abril. A previsão é de que o restante esteja disponível até o fim do mês. 

"Minas Gerais está entre os cinco melhores estados do Brasil em questão de vítimas por milhão de habitantes e de infectados por milhão de habitantes. Mas se tivermos uma deterioração nesse quadro, ainda estamos muito bem preparados", garantiu. 

Segundo informe epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) nesta segunda (20), a COVID-19 já matou 41 mineiros e infectou outros 1.189.  

Isolamento 

Otimista, o governador disse que o estado alcançou um estágio em que já se pode enxergar um “momento pós-pandemia”, e por isso encomendou a elaboração de um protocolo direcionado aos prefeitos, com regras básicas para reativação "segura e criteriosa" das atividades econômicas e sociais. 

Questionado se não seria precipitado falar em relaxamento das medidas de distanciamento social, Zema reforçou o achatamento da curva de contágio em Minas e comparou a situação do estado com a de São Paulo e a do Rio de Janeiro, regiões em que a pandemia já provoca esgotamento de leitos de UTI. 
 
Para o político, a configuração urbana de Minas Gerais é diferente da dos vizinhos do Sudeste, e essa é uma variável a ser levada em conta na implantação das políticas de isolamento.

“Quando nós falamos de São Paulo, ou do Rio de Janeiro, e até do Amazonas e do Ceará, que tem tido os piores cenários, nós temos que lembrar que a metade da população desses estados está na capital. E aqui, em Minas Gerais, sabemos que os habitantes da Região Metropolitana respondem só por 20% da população (mineira). (Em várias localidades), as pessoas sequer entram num ônibus para ir trabalhar, ou para voltar para casa. São municípios muito pequenos, onde se anda a pé, de bicicleta. E, na grande maioria desses municípios, nós não tivemos óbitos e nem casos do coronavírus", defendeu. 

“O que eu discordo totalmente é de falar: ‘Vamos dar o mesmo remédio para todos os doentes’. Nós temos doentes diferentes. Eu não concordo em dar o mesmo remédio para todos. Para cada doente, o melhor remédio para ele”, complementou.


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