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Estado de Minas

Governo distribui 10 milhões de testes

Avanço da doença, que já matou 18 no Brasil, leva o Ministério da Saúde a acelerar os diagnósticos


postado em 22/03/2020 04:00 / atualizado em 21/03/2020 21:48

João Gabbardo, secretário-executivo do Ministério da Saúde, informou que número de casos suspeitos no país não será mais divulgado (foto: FÁBIO RODRIGUEZ POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL)
João Gabbardo, secretário-executivo do Ministério da Saúde, informou que número de casos suspeitos no país não será mais divulgado (foto: FÁBIO RODRIGUEZ POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL)

Brasília – O Ministério da Saúde informou ontem, que já 1.128 casos confirmados de coronavírus no país, com 18 mortes. São 15 em São Paulo e três no Rio de Janeiro. Mais da metade dos casos (51,2%) está concentrada nesses dois estados. O número de casos suspeitos deixou de ser divulgado pelo Ministério da Saúde porque, como já há transmissão comunitária, "todo brasileiro que tiver sintoma pode ser considerado um caso suspeito", explicou o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo. O ministério pretende distribuir 10 milhões de testes laboratoriais nos próximos oito dias, anunciou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira. Até agora, foram oferecidos 27 mil — 17 mil na semana passada e 10 mil neste fim de semana. "Vai aumentar muito a velocidade de diagnóstico em todo o Brasil", prevê.

O único estado que não tem nenhum caso confirmado é Roraima. Veja os números por região e por estado: Sudeste (642), Nordeste (168), Sul (154), Centro-Oeste (138) e Norte (126); Acre (9), Amazonas (11), Amapá (1), Pará (2), Rondônia (1), Roraima (0), Tocantins (2).Nordeste: Alagoas (7), Bahia (41), Ceará (68), Maranhão (1), Paraíba (1), Pernambuco (30), Piauí (4), Rio Grande do Norte (6), Sergipe (10). Sudeste: Espírito Santo (26), Minas Gerais (38), Rio de Janeiro (119), São Paulo (459). Centro-Oeste: Distrito Federal (100), Goiás (20), Mato Grosso do Sul (16), Mato Grosso (2). Sul: Paraná (43), Santa Catarina (51) e Rio Grande do Sul: 60.

Mandetta e Bolsonaro anunciaram risco iminente de colapso na saúde e mobilizaram as Forças Armadas (foto: IZAK NÓBREGA/PR)
Mandetta e Bolsonaro anunciaram risco iminente de colapso na saúde e mobilizaram as Forças Armadas (foto: IZAK NÓBREGA/PR)


Hospitais de campanha a postos

Diante do risco iminente de colapso na saúde pública, como já antecipou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta na última quinta-feira, com grande número de casos da COVID-19, as Forças Armadas já estudam a possibilidade de recorrer aos hospitais de campanha para dar suporte no combate à doença. Esses hospitais foram concebidos para emprego em operações militares e operações humanitárias, tendo, portanto, baixa capacidade de leitos, “devendo ser adaptados às condições da presente pandemia”.

O ministério afirma que, “devido à possibilidade de elevada demanda e da limitada disponibilidade e capacidade desses meios, o apoio dos hospitais de campanha será avaliado com especial cuidado”. “Além disso, Marinha, Exército e Aeronáutica poderão apoiar as triagens de pessoas com suspeita de infecção para encaminhamento a hospitais”, acrescenta.

Segundo o ministério, foi ativado, na última sexta-feira, o Centro de Operações Conjuntas para atuar na coordenação e planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID -19. Também foram ativados 10 comandos conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando Aeroespacial (Comae), de funcionamento permanente.

O Ministério da Defesa informa ainda que as Forças Armadas “permanecerão em condições de disponibilizar recursos operacionais e logísticos quando se fizerem necessários para apoiar as ações”. Acrescenta que os militares poderão ser empregados no apoio às ações federais, no controle de passageiros e tripulantes nos aeroportos, portos e terminais marítimos, e no controle de acesso das fronteiras.

Mais: unidades militares especializadas em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) poderão ser empregadas para descontaminação de pessoal, ambientes e materiais. O ministério informa, também, que vem recebendo diversas demandas de apoio de órgãos estaduais, municipais e outros. “Tais demandas estão sendo direcionadas aos comandos conjuntos responsáveis pelos locais demandados, para avaliar a possibilidade de atendimento”, frisa.


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