Jornal Estado de Minas

Janela partidária

Eleições 2020: começa o troca-troca de partidos na Câmara de BH

A janela partidária já começa a alterar a configuração da Câmara Municipal Belo Horizonte (CMBH). Em apenas três dias úteis de abertura da janela (ocorrida no dia 5 de março), dois vereadores deixaram o PMN: Ronaldo Batista e Carlos Henrique. Batista abandonou a legenda para se filiar ao PSC. A mudança foi anunciada pelo parlamentar no dia 5, em seu Instagram, mas apenas nesta segunda (9) foi oficializada no painel da CMBH. Já Carlos Henrique ainda não decidiu a que legenda vai se filiar.



“Optamos pelo PSC por nossa afinidade não só com o partido, mas com o deputado e presidente Noraldino Júnior na causa de proteção animal. Acreditamos que o projeto de candidatura para eleições de vereador em 2020 em Belo Horizonte junto ao PSC seja mais leve e correspondente com nossos objetivos”, disse Ronaldo Batista, que era suplente e assumiu a cadeira na Câmara em agosto de 2019, no lugar de Cláudio Duarte (PSL). Duarte teve o mandato cassado, suspeito de praticar “rachadinha”, quando trabalhadores do gabinete do vereador devolvem mensalmente ao parlamentar parte do salário recebido.

Carlos Henrique, o outro vereador que deixou o PMN, disse na semana passada que pode escolher entre três legendas para se filiar. “Tenho pretensão de mudar de partido sim, a direção do PMN mudou. Com isso, hoje avalio três possibilidades. Avaliamos várias coisas para tomar a decisão, como a chapa que o partido vai se colocar, não tem coligação mais. Nem é questão majoritária que estão avaliando mais, porque agora o vereador tem que preocupar com ele próprio para depois pensar de forma majoritária. Tem tempo de televisão, estrutura que a legenda dá, para assim tomar a decisão”, disse.

Janela


A janela partidária para os vereadores que buscam reeleição ou um cargo na Prefeitura de BH fica aberta até 3 de abril. A brecha permite que os políticos possam mudar de sigla sem sofrer punições. Outras alterações, além das trocas de Ronaldo Batista e Carlos Henrique são ventiladas, principalmente as que envolvem o partido do prefeito Alexandre Kalil – o PSD – que tem apenas um vereador. Segundo apurou a reportagem, o número de parlamentares da atual legenda de Kalil pode crescer para 12 até o fim da janela.