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Estado de Minas DESENVOLVIMENTO

Parceria para sair da crise

Governos de Minas e do Espírito Santo e federações de indústrias lançam plano estratégico que prevê uma série de ações e investimentos para alavancar a economia dos dois estados


postado em 18/02/2020 04:00 / atualizado em 18/02/2020 08:14

Governadores Romeu Zema e Renato Casagrande participaram do lançamento do plano junto com empresários mineiros e capixabas (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Governadores Romeu Zema e Renato Casagrande participaram do lançamento do plano junto com empresários mineiros e capixabas (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Um plano de desenvolvimento econômico e industrial integrado para Minas Gerais e o Espírito Santo foi lançado ontem em Belo Horizonte. O projeto, que começou a ser desenvolvido em dezembro do ano passado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), conta com o apoio dos dois governos estaduais. Ainda não há uma data prevista para a conclusão de todo o plano, mas a expectativa do faturamento dos dois estados somados é de R$ 77,1 bilhões durante os anos de execução dos investimentos.

O plano estratégico prevê concessões de rodovias, como a BR-262 e a BR-381, ferrovias, acordos comerciais e outras ações de infraestrutura, negócios, desenvolvimento regional e segurança jurídica. No evento de lançamento do projeto, realizado na sede da Fiemg, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), estiveram presentes. Outros agentes políticos, como secretários e deputados mineiros e capixabas, também compareceram.

“Estamos aqui fazendo o que sabemos, sem depender de alguém em Brasília que defina nosso futuro. E quero um estado, sei que o Espírito Santo caminha para isso, que não criminalize a atividade produtiva. Talvez nas últimas duas décadas isso era visto como tolerável, talvez tenhamos que mudar esse conceito. Não precisa ser tratado a pão de ló, mas não precisa levar chicotadas”, disse Zema durante o discurso.

Governador capixaba, Casagrande também elogiou o projeto. “Cada vez mais, teremos que ter estados protagonistas da política e na ação administrativa. É diferente do que era, mudou a comunicação, as relações, de os estados estarem dependentes do governo federal. Ainda temos centralidade de decisão nas mãos do governo, ele é quem decide ainda ferrovias, BRs, mas cada vez mais terá que assumir compromisso. Ações como essa, que na verdade é um lançamento, são o primeiro passo. Temos uma pauta, e pela primeira vez dois estados trabalham profissionalmente em um plano estratégico.”

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, destacou que grande parte do investimento total, em torno de R$ 56,5 bilhões, não é público. “Boa parte desse investimento, inclusive, é privado. Pedimos celeridade nas concessões, não se trata de investimento público. Uma pequena parcela do que falamos aqui é investimento público, mas não é nada que vai pressionar os cofres públicos. É apenas a melhoria da ambiência econômica e a agilidade do poder público em realizar as concessões e priorizá-las.”
 


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