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Estado de Minas

''Em time que está ganhando não se mexe''


postado em 25/01/2020 04:00 / atualizado em 25/01/2020 09:46


Brasília – Presidente da República em exercício, o general Hamilton Mourão afirmou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve permanecer como está. "Em time que está ganhando não se mexe", disse a jornalistas ontem. Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro deve ter pensado melhor durante viagem à Índia e mudado de ideia sobre uma eventual divisão da pasta. Pela manhã, Mourão recebeu o ministro Sérgio Moro, no Palácio do Planalto, para uma conversa. De acordo com ele, no entanto, os dois falaram apenas sobre a criação da Força Nacional Ambiental. Com o presidente Bolsonaro, por outro lado, Mourão admitiu que discute a possível divisão do ministério comandado por Moro "faz tempo" e que eles já trataram do assunto em diferentes ocasiões.

"Se o presidente perguntar minha opinião, e aliás já conversamos, ele sabe que eu considero que a situação atual que estamos vivendo é um time que está vencendo. Usando aquele velho chavão, em time que está ganhando a gente não mexe. E o presidente já deixou claro que não está havendo essa situação no momento", disse Mourão. "Algumas vezes nós já trocamos ideias a esse respeito. Ele (presidente) apenas me perguntou e eu respondi a ele que eu considerava que do jeito que está, está bom", afirmou em outro momento.

Mourão reforçou que Bolsonaro falou publicamente sobre o tema nesta semana porque recebeu a demanda de secretários estaduais de Segurança Pública, que pediram a recriação do Ministério da Segurança Pública. "Ele (Bolsonaro) acabou comentando isso quando chegou no Alvorada, na quinta-feira de manhã. Durante a viagem (à Índia), ele deve ter pensando e mudado de opinião. É aquela história, política é política. Tudo é discutido, as coisas são tratadas aí da forma, existem prós e contras a toda linha de ação, a toda decisão que precisa ser tomada. Acho que isso é um fato normal, não é questão de enfraquecer ou não o governo", avaliou.

O presidente em exercício também afirmou que Moro não está incomodado com a situação. "O ministro Moro é uma pessoa muito tranquila, um homem acostumado a sofrer pressão. Isso aí não abala ele", avaliou. Mourão negou, ainda, que o ministro da Justiça tenha ameaçado deixar o cargo caso a divisão se concretizado. "Moro nunca fez ameaças sobre qualquer coisa, ele tem as visões dele e as expressa com fidelidade ao presidente."

Mourão também afirmou: "Eu aguardo a decisão do presidente. O que eu sei é que houve uma reunião dos secretários de Segurança, primeiro com o Ibaneis (Rocha, governador do Distrito Federal), que capitaneou isso aí, depois foram ao Palácio (para se reunirem) com o presidente. E os próprios secretários de Segurança é que solicitaram a criação desse ministério, o que levou o presidente a fazer uma declaração nesse sentido".
 


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