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Estado de Minas RICARDO SALLES

Quebrado sigilo de ministro


postado em 23/11/2019 04:00

São Paulo— A Justiça de São Paulo autorizou ontem a quebra dos sigilos fiscal e bancário do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por suspeita de enriquecimento ilícito. O pedido foi feito pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que abriu inquérito para investigar Salles em agosto e vinha tentando a quebra de sigilo bancário dele desde então. A investigação começou após a empresa SPPatrim Administração e Participações fazer representação apontando para a evolução do patrimônio do ministro. Entre 2012 e 2018, o patrimônio do ministro declarado à Receita Federal passou de R$ 1,4 milhão a R$ 8,8 milhões. Ele passou boa parte desse período em cargos no governo de São Paulo.
 
Em 2012, Salles deixou de atuar como advogado para se candidatar a vereador na capital paulista, e no ano seguinte foi nomeado secretário do então governador Geraldo Alckmin (PSDB), com salário de R$ 16.868. Entre julho de 2016 e agosto de 2017, Salles foi secretário de Meio Ambiente, com salário de R$ 18.413, conforme documento elaborado pela promotoria paulista.
 
O Ministério Público de São Paulo considera "imprescindível o acesso aos dados bancários e fiscais do investigado Ricardo de Aquino Salles, sobretudo para aferir suas efetivas e reais movimentações financeiras para elucidar o objeto", escreveu o promotor Ricardo Manuel Castro em seu pedido ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Até a noite de ontem, o ministro do Meio Ambiente não havia se manifestado sobre a decisão da Justiça de São Paulo.


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