Sete deputados do PDT e PSB vão à Justiça Eleitoral nesta terça-feira, 15, para que eles possam deixar os partidos, sem perder seus mandatos. As legendas passaram a punir esses parlamentares desde que eles votaram a favor da reforma da Previdência na Câmara, contrariando orientação das siglas. A principal alegação de defesa dos parlamentares é que as legendas fecharam questão antes do texto final sobre a reforma estar concluído.
Os parlamentares são: Tabata Amaral (PDT-SP), Gil Cutrim (PDT-MA), Marlon Santos (PDT-RS), Flávio Nogueira (PDT-PI), Rodrigo Coelho (PSB-SC), Jefferson Campos (PSB-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES). Cada um deles afirmou que entraria ainda hoje com uma ação declaratória de justa causa.
"Tínhamos firmado cartas com o partido antes da eleição e teríamos uma independência programática. O texto que votamos não é o que chegou à Câmara não é o que o PSB tinha fechado questão", disse Rigoni.
Coelho afirmou que, com a punição, foi tirado de 10 das 11 comissões que participava na Câmara e perdeu a liderança estadual do PSB. "O partido depois de Eduardo Campos (ex-presidente do PSB morto em 2014) tomou outro rumo", disse o deputado de Santa Catarina.
A deputada Tabata reforçou que não há nenhuma intenção do grupo de se criar um novo partido e que cada um deve seguir um caminho diferente.
"Estamos criticando um modelo de partido. Tem alguma coisa muito errada com nossos partidos.