Jornal Estado de Minas

Kalil tem avaliação melhor do que Bolsonaro e Zema

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) é o gestor público mais bem avaliado pelos moradores de Belo Horizonte: 49% dos belo-horizontinos entendem que o governo municipal tem desempenho positivo. O índice é bem superior ao apontado para o governador Romeu Zema (Novo) e o presidente Jair Bolsonaro (PSL): 15% e 24%, respectivamente. Os números fazem parte da segunda rodada da pesquisa sobre cenário político e avaliação da administração pública, realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital e publicada com exclusividade pelo Estado de Minas. 

Ainda assim, a aprovação da gestão de Kalil teve oscilação negativa no comparativo com a primeira rodada da pesquisa, realizada em maio. Naquela ocasião, o prefeito da capital teve a administração aprovada por 54% dos entrevistados. Já o índice daqueles que avaliaram o governo municipal como regular passou de 34% para 39%. A queda na avaliação positiva se deu especialmente no grupo de moradores entre 60 e 75 anos e entre quem tem renda familiar de até três salários mínimos. O índice dos que consideram a administração de Kalil ruim se manteve estável, nos mesmos 11% entre maio e julho deste ano.

A avaliação dos governos estadual e federal também manteve percentuais semelhantes. A atuação do estreante Romeu Zema no Palácio Tiradentes é considerada positiva para 15% dos entrevistados – em maio, eram 16%.
Metade dos moradores da capital considera o governo Zema regular e 32% negativo, contra 31% em maio. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Não souberam ou não quiseram opinar sobre a gestão de Zema 1% dos 1 mil entrevistados pelo Instituto Quaest Consultoria e Pesquisa, entre 4 e 7 de julho.

O presidente Jair Bolsonaro parece ter mais apoio entre os belo-horizontinos. O governo do capitão reformado do Exército é avaliado positivamente por 24% dos moradores da capital, é considerado regular para 36%, e ruim para 37%. Não opinaram 2% dos entrevistados. Para 56% dos que responderam ao questionário, Bolsonaro está errando mais que acertando na sua administração. O índice só foi mais baixo que o de Romeu Zema: 63% dos belo-horizontinos avaliam que ele está errando na sua gestão.
Kalil é o único que está colecionando mais acertos que erros: 69% a 23%, respectivamente.

Para o professor da UFMG Felipe Nunes, diretor do Instituto Quaest Consultoria e Pesquisa, deve ser ressaltado que os políticos avaliados no levantamento estão em momentos diferentes: enquanto Kalil está no poder há dois anos e meio, Zema e Bolsonaro acabaram de completar seis meses de governo. “A avaliação dos governos de Bolsonaro e Zema ainda tem maior índice de regular porque eles estão no começo do mandato. Ainda há muito tempo para que as pessoas possam mudar a percepção”, ponderou. Ele destaca ainda que em ambos os casos o número de quem classifica as intenções dos governantes como boas é maior.

Os moradores de Belo Horizonte foram questionados também sobre as intenções dos chefes do Executivo nas três esferas de poder. Em relação a Kalil, 74% dos que responderam às perguntas acreditam que o ex-presidente do Clube Atlético Mineiro tem boas intenções, sendo que 49% avaliam que ele está colocando em prática seu plano de governo. As ideias de Bolsonaro têm o apoio de 62% dos belo-horizontinos, mas apenas 17% acham que elas estão saindo do papel. Sobre Romeu Zema, 59% das pessoas apontam que ele tem boas intenções, das quais 9% disseram que elas são colocadas em prática.

PERCEPÇÃO SOBRE O PAÍS

Os índices apresentados pelos políticos na pesquisa refletem diretamente a percepção que os moradores da capital mineira têm sobre a cidade, o estado e o país. A pesquisa encomendada pela CDL mostrou que 21% dos entrevistados acreditam que o Brasil está melhorando, enquanto para 52% está parado e 26% avaliam que o país está piorando.
No comparativo com maio, os índices se mantiveram estáveis: naquele mês, 56% achavam o país estagnado, 18% acreditavam em melhora e os mesmos 26% em piora.

Em relação a Minas Gerais, 19% acreditam que o estado está melhorando (eram 21% em maio), 65% acham que está parado (eram 62%) e 16% piorando, o mesmo índice de dois meses atrás. O entendimento é diferente, no entanto, em relação a Belo Horizonte. Embora metade dos entrevistados avalie que a capital está estagnada, 41% opinaram que está melhorando e 9% que piorou. Em maio, os índices foram 49%, 44% e 7%, respectivamente.


.