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Estado de Minas POLÍTICA

Jornalista Salomão Schvartzman morre aos 83 anos em São Paulo


postado em 06/07/2019 20:31

O jornalista, sociólogo e advogado Salomão Schvartzman morreu na manhã deste sábado, 6, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele tinha 83 anos. O hospital não informou a causa da morte.

Natural de Niterói (RJ), Schvartzman começou sua carreira no jornal O Globo, de Roberto Marinho. Mudou-se para São Paulo aos 25 anos, onde chegou a chefiar a sucursal paulista da revista Manchete. Foi também apresentador do programa Frente a Frente, da TV Manchete, durante onze anos.

Cobriu, em 1961, pela rádio Globo, o julgamento do nazista Adolph Eichmann e ganhou, em 1977, Menção Honrosa do Prêmio Esso de Jornalismo pela reportagem Doca Doca: Por que mataria a mulher que amava? Publicado na revista Manchete, o texto abordou o caso da socialite Ângela Diniz, assassinada no ano anterior.

Bacharel em Ciências Políticas e Sociais, formado pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo em 1983, Schvartzman também acumulou passagens pela rádio BandNews FM e pelo canal BandNews TV, onde ia ao ar com crônicas sobre variados temas, como política, economia, música e comportamento. Concluía seus programas com o bordão "seja feliz".

Ele produziu e apresentou o programa Diário da Manhã, primeiro na rádio Cultura FM e, depois, na rádio Scalla FM.

Quando a Band lançou o Arte1, canal de TV por assinatura dedicado exclusivamente à cultura, Schvartzman esteve no rol de apresentadores e comandou o Arte1 in Concert, que ele dizia ser um programa de música "sem casaca", no qual o texto era transformado em uma conversa com o ouvinte.

O jornalista foi ainda conselheiro do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

De família judaica - o seu avô e os tios maternos morreram no campo de extermínio alemão de Auschwitz, na Polônia -, era crítico do antissemitismo e abordava, em seus trabalhos, as discussões sobre Israel. Até a conclusão desta matéria, não haviam sido divulgadas informações sobre velório e enterro.


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