Jornal Estado de Minas

Câmara de BH adianta fim de semana em 'sessão relâmpago' de 20 minutos


Na véspera do fim de semana e um dia depois de instaurar a comissão procesante que vai analisar a denúncia de quebra de decoro contra o vereador Cláudio Duarte (PSL), os vereadores de Belo Horizonte resolveram adiantar o descanso e fizeram uma reunião “relâmpago”. Os trabalhos foram abertos às 15h, mas, por volta de 15h20, foram encerrados com a presença de apenas 17 parlamentares.


Para que a sessão tivesse continuidade eram necessários que pelo menos 21 vereadores marcassem presença. Como isso não ocorreu, os trabalhos foram encerrados. Na pauta, cinco projetos aguardavam para serem apreciados. Um delas trata-se de um veto do prefeito Alexandre Kalil, além de três propostas em segundo turno de tramitação e uma em primeiro turno.


No plenário, o fato mais relevante foi a comemoração da criação da Comissão de Mulheres na Casa. “Este momento é algo de fato histórico.

E isso aconteceu porque nos conseguimos desafiar a ideia de que as mulheres não caminham juntas”, comemorou a vereadora Bella Gonçalves (PSOL).

Na mesma linha, a presidente da Câmara também aplaudiu a existência do grupo de trabalho. “Esse é um dia de festa e extremamente importante para execrar o machismo do nosso meio”, disse. E pediu para os colegas ajudarem no processo de valorização das mulheres. “É de grande responsabilidade de vocês estarem junto com as mulheres nesta Casa elevando o valor da mulher”, comentou.

Comissão processante 


Em relação a comissão processante, o presidente, vereador Coronel Piccinini (PSB), tem até cinco dias para iniciar os trabalhos. a defesa de Cláudio Duarte (PSL) terá prazo de 10 dias para apresentar defesa por escrito e testemunhas, contados a partir da notificação, que deve ser feita pelo presidente do grupo.



O parlamentar só será afastado se o pedido de cassação for aprovado por 2/3 - o que corresponde a 28 parlamentares já que a Casa está dos 40 dos 41 vereadores. O prazo para apresentação do relatório é de 90 dias.


Segundo a investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, o parlamentar embolsou R$ 1 milhão desde janeiro de 2017, quando iniciou o mandato no Legislativo da capital. Um dos funcionários, com salário de R$ 11 mil, ficava com somente R$ 1 mil e repassava o restante a Cláudio Duarte.

.