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Estado de Minas POLÍTICA

Juan Guaidó conta com Brasil para governo de transição na Venezuela

O líder venezuelano e o presidente brasileiro fazem pronunciamento no Palácio do Planalto


postado em 28/02/2019 14:27 / atualizado em 28/02/2019 15:40

O presidente Jair Bolsonaro e o líder venezuelano Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino daquele país, debatem crise no governo de Maduro(foto: Arquivo/AFP)
O presidente Jair Bolsonaro e o líder venezuelano Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino daquele país, debatem crise no governo de Maduro (foto: Arquivo/AFP)

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu no início da tarde com o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó. Ele chegou ao Palácio do Planalto às 13h50, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e passou pelo tapete vermelho estendido em uma das portarias laterais do edifício principal.


Os Dragões da Independência fizeram as honras na entrada. Apesar de o Brasil reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela, o encontro não é considerado uma visita de Estado e aconteceu no gabinete de Bolsonaro. O também presidente da Assembleia Nacional da Venezuela ainda deve se encontrar com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou que Guaidó "é uma esperança" e se desculpou pela conduta dos presidentes anteriores, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. "Faço mea culpa dos presidentes do Brasil que foram parte responsáveis", disse.

"A democracia tem que ser tratada com muito carinho e ser vigiada. O povo brasileiro acordou e resovu dar um ponto final no demagogismo", afirmou. Bolsonaro também chamou Guaidó de "irmão".

 

Guaidó agradeceu pelo acolhida do governo brasileiro e criticou o governo de Nicolás Maduro, que tem recusado a ajuda humanitária.


Guaidó chegou ao Brasil na madrugada de hoje (28). Em sua conta pessoal no Twitter, ele disse que veio ao Brasil em busca de apoio para a transição de governo na Venezuela. Antes do encontro com Bolsonaro, ele esteve com representantes diplomáticos de outros países no escritório da delegação da União Europeia, em Brasília.

“Em nosso encontro com os embaixadores dos países da União Europeia, continuamos a fortalecer as relações com nações que reconheceram nossos esforços para recuperar a democracia na Venezuela e obter eleições livres”, escreveu. "Apreciamos o forte apoio internacional dado à nossa rota e apoio à ajuda humanitária. É hora de avançar para conseguir a cessação da usurpação que porá fim à crise na Venezuela, recuperará nosso país e estabilizará a região”, completou.

Mais cedo, também pelo Twitter, o ministro Ernesto Araújo disse que a diplomacia brasileira continua com seu "apoio irreversível e incondicional à libertação" do país vizinho. No mês passado, o Tribunal Supremo de Justiça proibiu Guaidó de deixar a Venezuela e congelou suas contas.

Guaidó almoçou na residência oficial do embaixador do Canadá e se reuniu com embaixadores de países que o reconhecem como presidente interino da Venezuela na representação da União Europeia no Brasil. Antes de chegar para o encontro com Bolsonaro, Guaidó fez uma parada no Itamaraty, que não estava prevista. 

A Corte atendeu a um pedido do procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, aliado do presidente Nicolás Maduro. Apesar da decisão judicial, o presidente interino foi à Colômbia para articular a entrega de ajuda humanitária na fronteira e participar do encontro do Grupo de Lima, em Bogotá. Mesmo correndo risco de ser preso, ele prometeu retornar à Venezuela em breve.


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