São Paulo – O secretário-geral de privatizações, Salim Mattar, disse ontem, na abertura de evento do Credit Suisse, que a Petrobras, a Caixa e o Banco do Brasil devem ser as únicas companhias que permanecerão estatais no governo de Jair Bolsonaro, mas “bem magrinhas”, ou seja, sem suas subsidiárias.
Leia Mais
Onyx Lorenzoni deve visitar Bolsonaro na quinta-feira'Estou bem', diz Bolsonaro no Twitter ao comentar sobre seu estado de saúdeBolsonaro usa pasta à prova de balas como escudo para aumentar segurança“Na área de óleo e gás, só vai permanecer a Petrobras”, afirmou o executivo, fundador da Localiza. “A Petrobras é uma megacompanhia, mas não tem eficiência e produtividade que falam no mercado”, disse ele, ressaltando que a companhia deve começar “lentamente” a vender participações de muitas subsidiárias. “A tendência é que até final deste governo a Petrobras tenha vendido todas participações.” O secretário disse que o governo “não pode continuar sendo empresário, mas sim cuidar de coisas que fazem sentido para a população, como saúde e educação”. “Não faz sentido o governo atuar na área de seguros”, afirmou o titular da Secretaria Especial de Desestatização e Desinvestimento do governo federal.
Mattar ressaltou que o país tem hoje 134 estatais que podem vir a ser privatizadas. Ele destacou que o governo de Michel Temer privatizou 20, mas o do PT criou 48 companhias públicas. “Queremos o povo rico e o Estado mais enxuto”, comentou. “Se vendêssemos todas as estatais, poderíamos reduzir nossa dívida para R$ 3 trilhões”, disse ele.
Mattar afirmou que os governos sociais-democratas são “fingidos”, não gostam do capitalismo e de empresários. “Este governo gosta de empresários”, disse ele, destacando que não haverá quebra de contratos e que o presidente Jair Bolsonaro vai garantir segurança jurídica para se fazerem negócios.
"Na área de óleo e gás, só vai permanecer a Petrobras. É uma megacompanhia, mas não tem eficiência e produtividade que falam no mercado”
. Salim Mattar,
secretário Especial de Desestatização e Desinvestimento do governo federal .