Em seus primeiros momentos como presidente, Jair Bolsonaro (PSL), não trouxe novidades em relação às posturas que já vinha adotando. Uma mistura de sinalização de políticas de governo e discursos de campanha deram o tom dos dois momentos em que ele falou com o publicamente: primeiramente no Congresso – instantes após ser empossado -, e no Parlatório do Palácio do Planalto para cerca de 115 mil pessoas que acompanhavam o momento.
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Com apelo ao sagrado, “Deus” foi bastante citado por ele ambos os momentos. Lembrado como viabilizador de sua melhora, pela mãos dos médicos, e também, em alguma medida, como critério definidor de políticas públicas. Viés ideológico também foi outra expressão presente e várias vezes citada.
“Quero agradecer a Deus por estar vivo. Pelas mãos de profissionais que operaram um verdadeiro milagre.
Na segunda fala direta ao público, Bolsonaro, já no parlatório do Palácio do Planalto, voltou a reforçar mantras usados ao longo da campanha, como o apartidarismo de seu governo e o fim do que ele considera como interferências ideológicas no encaminhamento das políticas públicas
Temas mais polêmicos não deixaram de marcar presença na primeira fala dirigida diretamente ao público após ser empossado. Ela falou que interpretações dadas até então à política de direitos humanos e também às diretrizes do ensino serão tratados de forma diferenciada.
“Também é urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais, que levou o Brasil a viver o aumento dos índices de violência e do poder do crime organizado, que tira vidas de inocentes, destrói famílias e leva a insegurança a todos os lugares”, declarou.
Por fim, encerrou dizendo que espera transformar o país em um local próspero. “Sabemos do tamanho da nossa responsabilidade e dos desafios que vamos enfrentar.
Público
A presença do público, superestimado ao longo da semana – chegou a ser cogitada a presença de 500 mil pessoas -, também foi marcante. Sempre ouriçada e com gritos de “mito”, os cerca de 115 mil presentes, segundo levantamento divulgado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), teve protagonismo ao longo do dia.
Desde as primeiras horas da manhã, quando ainda chovia, o público foi chegando e passou todo o dia exposto às intemperes do tempo e terminou em êxtase com o segundo discurso e com os desfiles em carro aberto, um Rolls-Royce, clássico nas posses.
Primeira-dama
A primeira-dama Michelle Bolsonaro também roubou a cena. Ela discursou na tarde desta terça-feira, na cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro no Parlatório. Segundo Michelle, “as urnas foram claras. O cidadão brasileiro quer segurança, paz e prosperidade”.
Michele também aproveitou para agradecer a solidariedade da população ao seu marido durante o período de recuperação após o atentado em Juiz de Fora (MG). Emocionada, Michelle interrompeu o discurso em um momento e, em quebra de protocolo, beijou Bolsonaro duas vezes.
Na ocasião, a primeira-dama fez um aceno às pessoas com deficiência que, segundo ela, terão atenção especial neste governo. "Gostaria de me dirigir de forma especial à comunidade surda e de deficientes: vocês serão ouvidos", defendeu, e emendou: "trabalho de ajuda que sempre fez parte da minha vida e que a partir de agora, como primeira-dama, posso ampliar de maneira significativa". (Com Agência)
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