Em sua última entrevista em 2018, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou, nesta segunda-feira, 31, que possui amizade com Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro investigado por movimentações atípicas em sua conta, desde 1984, mas ressaltou que não participou de nenhum ato ilícito. "Laranja, de mim, nunca foi", disse, ao Jornal da Record.
Leia Mais
Em vídeo, Bolsonaro pede apoio para 'mudar destino do Brasil'Bolsonaro e Mourão são empossados presidente e vice-presidente do BrasilPresença de filho de Bolsonaro no cortejo foi reconhecimento pela campanhaMP do Rio deve ouvir nesta terça-feira mulher e filhas de QueirozO presidente eleito falou que Fabrício Queiroz sempre teve confiança da família e que seu filho Flávio Bolsonaro não é investigado por nada. "(Queiroz) Foi trabalhar com o meu filho (Flávio Bolsonaro, no gabinete da Alerj), sempre gozou de toda a liberdade e confiança nossa. Era uma pessoa que já foi pescar comigo.
Sobre os valores na conta de Queiroz, Bolsonaro disse que quem tem que prestar esclarecimento é o próprio ex-assessor. "As outras cinco pessoas que transferiram (além dos familiares de Bolsonaro), que eu tive acesso ao relatório do Coaf, são pessoas que depositaram de R$ 300 a R$ 8 mil, durante um ano, não foi todo mês. E ele tem que explicar no tocante a isso aí. Agora, ele já falou claramente, sempre há aquela desconfiança, 'ah, é caixa 2', 'é um laranja'. de mim, nunca foi?", afirmou Bolsonaro.
"Agora, se tiver algo mais, que eu desconheço, cabe essa explicação ao Fabrício Queiroz, não cabe a mim", emendou.
Bolsonaro também falou sobre a quantia que foi depositada por Queiroz na conta de Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama.
Queiroz cedeu entrevista ao SBT no último dia 26 e deve prestar esclarecimentos ao Ministério Público. Ele já faltou a dois depoimentos ao MP alegando motivos de saúde.
Primeiras medidas
Jair Bolsonaro afirmou, em sua entrevista cedida à TV Record, que uma de suas primeiras medidas a serem tomadas nos primeiros 100 dias de governo será desburocratizar o sistema brasileiro. "Tirar o peso do Estado para quem produz.