Jornal Estado de Minas

'Não temos como dar uma previsão', diz futuro secretário da Fazenda de Minas sobre 13º de servidores

O futuro secretário da Fazenda em Minas Gerais, Gustavo Barbosa, afirmou nesta sexta-feira à reportagem do Estado de Minas que não há como prever uma data para o pagamento do 13º salário deste ano do funcionalismo público.


“Só depois de assumirmos a Secretaria é que teremos a real situação do caixa”, afirmou contador, que assume o comando da Fazenda em 1º de janeiro, com a posse do governador Romeu Zema (Novo).

Nesta sexta-feira, o governo Fernando Pimentel (PT) divulgou nota informando que não conseguiu arrecadar recursos para quitar o abono de Natal dos servidores do Executivo e deixará a dívida para o sucessor.

Em nota assinada pelo assessor de Relações Sindicais, Carlos Calazans, o governo jogou a culpa pela falta de recursos no governo de Michel Temer (PMDB).

 “Foi aguardado até o último momento um crédito de R$ 200 milhões, por parte do governo federal, referente à 'compensação financeira em função da perda de receita decorrente da desoneração de ICMS sobre exportações de bens e da concessão de créditos nas operações anteriores', aprovada no Congresso Nacional (PLP 511/2018). O governo federal informou que este crédito só será repassado em 2019”, diz a nota.

Ainda de acordo com o texto, outra importante perda de recursos ocorreu com o leilão da securitização das dívidas; Como não houve oferta com o desconto permitido, o estado deixou de arrecadar R$ 200 milhões. Os valores, segundo o governo, seriam suficientes para quitar o décimo-terceiro de todos os servidores ativos e inativos do Executivo.

O pagamento da segunda parcela do salário de novembro foi feito nesta sexta-feira para todos os servidores. A primeira parcela foi paga no dia 13. .