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Estado de Minas POLÍTICA

No Pará, eleição é tranquila e apenas 14 urnas são substituídas pela manhã


postado em 28/10/2018 15:06

No Pará, a votação hoje transcorre bem mais tranquila que no primeiro turno, quando longas filas irritaram os eleitores e provocaram reclamações nas seções eleitorais. Poucas filas se formaram. Além do presidente da República, os paraenses escolhem também o governador do Estado. Na disputa, estão Helder Barbalho (MDB) e Márcio Miranda (DEM).

Até o final da manhã, apenas 14 urnas haviam sido substituídas no Pará (0,08%). A ocorrência mais grave foi registrada no bairro do Tenoné, periferia de Belém. Um eleitor tentava votar para Presidência quando deveria votar para governador. Exaltado, agrediu a supervisora da seção e começou a filmar a urna, o que é proibido. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou que o eleitor fosse preso e vai responder por obstrução da votação e por ter imputado fatos falsos à Justiça Eleitoral.

Ontem à noite, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará acatou pedido do Ministério Público (MP) eleitoral e decidiu multar candidatos responsáveis por despejos de materiais de campanha em vias públicas. A decisão reafirmou a proibição à boca de urna e determinou multa de R$ 4 mil reais para cada local que fique sujo e de R$ 8 mil reais se ocorrer nos arredores de locais de votação.

Além das multas, os candidatos sujões serão obrigados a limpar a sujeira nas ruas e poderão responder a processo por abuso de poder - que pode resultar na cassação de candidato eleito - e terão que pagar outras multas já previstas na legislação.

"Restando demonstrado que os candidatos, através de seus correligionários, dispersaram grande quantidade de material impresso de campanha às proximidades de locais de votação com o propósito de interferir no resultado do primeiro turno das eleições de 2018, acarretando, ainda, prejuízo à higiene e à estética urbana, observa-se a probabilidade da reiteração desta irregularidade, em detrimento da transparência e do equilíbrio no pleito, no segundo turno", destacou juíza federal na decisão.

Ainda assim, embora em menor quantidade que no primeiro turno, havia muitos "santinhos" espalhados próximos aos locais de votação em Belém.

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