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Estado de Minas POLÍTICA

Ex de Bolsonaro fica longe da Câmara


postado em 07/10/2018 21:09

Apurados 88% dos votos para deputado federal pelo Rio, a ex-mulher de Jair Bolsonaro (PSL), advogada Cristina Bolsonaro (PODE/RJ) - que protagonizou capítulo tenso da campanha do presidenciável, denunciado por ela pelo suposto sumiço de um cofre com joias quando se separaram-, conta apenas 3806 votos nas eleições 2018. Com essa performance ela fica longe de uma cadeira na Câmara.

Cristina foi a única derrotada da família Bolsonaro nas urnas neste domingo, 7. Os filhos dele, Flávio (eleito senador pelo Rio) e Eduardo (deputado federal mais votado da história do País, por São Paulo) atingiram fácil a meta de chegar ao Congresso.

A ex de Bolsonaro ganhou fama repentina às vésperas da eleição quando uma ação aberta em 2008 foi revelada pela revista Veja na sexta-feira, 28 de setembro.

A advogada acusou o presidenciável de furtar um cofre de um banco, ocultar patrimônio e receber pagamentos não declarados. Além disso, ela afirmou a um funcionário da embaixada brasileira na Noruega que teria sido ameaçada de morte por Bolsonaro. O episódio ocorreu em 2011, segundo confirmou ao Estado o então embaixador em Oslo, Carlos Henrique Cardim. O relato foi registrado em um telegrama interno do Itamaraty.

O processo que cita o episódio do cofre, aberto na 1ª Vara de Família do Rio logo depois que o casal se separou, teve retirado o segredo de justiça.

De acordo com Ana Cristina Valle, que adotou o sobrenome do ex-marido para as eleições, Bolsonaro teria furtado seu cofre em uma agência do Banco do Brasil no centro do Rio em outubro de 2007 e levado todo seu conteúdo, incluindo joias avaliadas em R$ 600 mil, US$ 30 mil em espécie e mais R$ 200 mil em dinheiro vivo.

A ex afirmou também que Bolsonaro ocultou patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006, quando foi candidato a deputado federal. Na ocasião, ele declarou bens que somavam R$ 433,9 mil. Ana Cristina, no entanto, apresentou uma declaração de Imposto de Renda do ex-marido que citava a propriedade de mais três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes. Os bens somariam R$ 7,8 milhões em valores atualizados.

Na ação, a ex-mulher do candidato declara que se separou por causa do "comportamento explosivo" e da "agressividade desmedida" de Bolsonaro.

Em campanha, logo depois da revelação sobre detalhes de sua separação, ela negou as acusações do passado: "Quando você está magoado, fala coisas que não deveria", afirmou, questionada pela imprensa.

Já sobre o caso relatado em documento no Itamaraty, a ex também contrariou a versão: "Numa separação sempre há tensões, mas jamais falei aquilo, nem meu (atual) marido falou. Não faço ideia de como surgiu essa história", disse ela à reportagem do Estadão em sua casa, em Resende, no sul fluminense.

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