A campanha do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, vai partir de vez para o ataque a Jair Bolsonaro (PSL). A decisão foi tomada após reunião com aliados do Centrão ontem à tarde, em São Paulo. Além disso, Alckmin vai reforçar o tom antipetista de sua campanha. A ideia é pregar o voto útil com o argumento de que votar em Bolsonaro significa carimbar o passaporte do PT no segundo turno. A reunião foi convocada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, coordenador político da campanha de Alckmin, e reuniu dirigentes do PR, PSD, PTB, PRB, SD e PSDB no comitê do programa de governo, no Jardins, na Zona Sul da Capital. Entre os participantes estavam Valdemar Costa Neto (PR), Roberto Freire (PPS), Guilherme Mussi (PP), Silvio Torres (PSDB) e o marqueteiro Lula Guimarães.
No encontro, Alckmin e seus auxiliares apresentaram aos aliados do Centrão as mudanças que serão feitas na estratégia de campanha e tentaram tranquilizar o grupo. Segundo relatos de participantes do encontro, os dirigentes dos partidos da coligação que apoiam Alckmin temem que Bolsonaro possa vencer no primeiro turno ou ir para o segundo turno com Fernando Haddad, candidato do PT. Alckmin tenta impedir debantadada do Centrão, já que está está estagnado nas pesquisas de intenção de voto.
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Em ruas da cidade, houve protestos de simpatizantes de Bolsonaro que discutiram com apoiadores do petista, conforme vídeos divulgados nas redes sociais. Ao comentar o episódio, Haddad afirmou que a campanha se preocupou em respeitar o direito de manifestação e a integridade das pessoas. O local da coletiva de imprensa foi alterado por conta da manifestação. “Não vejo tumulto, tumulto é quando há violência. Então estamos evitando, fizemos nosso ato com segurança para não criar o menor risco de que as pessoas se machuquem”, comentou o petista.
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