A Polícia Federal (PF) segue as investigações para conhecer antecedentes de Adelio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na última quinta-feira, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. De acordo com documentos e depoimentos, sabe-se que o acusado não tinha moradia e nem emprego fixos. Ele, por exemplo, fez cursos de telemarketing, tiro e até para aprender a preparar comida japonesa.
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'Falou que saiu para matar e morrer', relata advogado de agressor de BolsonaroAdvogados relatam ameaças por terem assumido defesa de agressor de BolsonaroJustiça quebra sigilo de celulares e notebook de agressor de BolsonaroEsfaqueador de Bolsonaro esteve perto de entrar nos EUADe acordo com Fernando, os cursos feitos foram registrados em documentos e certificados apreendidos pela PF.
Andanças
Natural de Montes Claros, no Norte de Minas, Adelio deixou a cidade natal há anos e não fixou residência. Emprego também não era uma constância na vida do homem, que fez curso de telemarketing e aprendeu a fazer temaki, uma comida japonesa comumente composta por peixe, arroz e alga.Adelio percorreu Minas Gerais e chegou a morar em Santa Catarina. Durante um período da vida, trabalhou como funcionário de um cruzeiro.
Ele começou a morar numa pensão em Juiz de Fora cerca de 15 dias antes do ataque. De acordo com o boletim de ocorrência, na cidade, Adelio trabalhou como garçom. Segundo o advogado Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, o homem buscava emprego: “Ele fez vários bicos em Juiz de Fora. Estava procurando emprego. Enquanto não conseguiu nada, fez bicos. Não sei dizer onde”, disse.
Na política…
Adelio foi indiciado com base no Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, por "prática de atentado pessoal ou atos de terrorismo por inconformismo político”. O próprio acusado admitiu ter atacado Bolsonaro por questões políticas e religiosas.A política faz parte da vida de Adelio há tempos. Filiado ao PSOL por sete anos, o homem decidiu largar o partido em 2014 por ter candidatura negada. “Tentou ser deputado pelo PSOL, mas não conseguiu autorização para se candidatar em 2014. Por isso ele deixou o partido”, conta Fernando.
Dali em diante, não se filiou a outro partido, mas seguiu ativo na vida política. Segundo a defesa, Adelio alega que um dos motivos do ataque é o discurso de ódio alimentado por Jair Bolsonaro..