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Estado de Minas

Candidatos ao governo de Minas participam de debate marcado por protesto na UFMG

Manifestantes cobraram luta estadual quanto a repasses e verbas federais para instituições de educação, ciência e cultura como o Museu Nacional, destruído por incêndio nesse domingo no Rio de Janeiro


postado em 03/09/2018 21:30 / atualizado em 04/09/2018 15:13

Seis candidatos ao Governo de Minas debateram propostas em evento na UFMG nesta segunda-feira(foto: Túlio Santos/EM/D. A Press)
Seis candidatos ao Governo de Minas debateram propostas em evento na UFMG nesta segunda-feira (foto: Túlio Santos/EM/D. A Press)
Seis candidatos ao governo do estado participaram de debate, nesta segunda-feira, na Faculdade de Direito e Ciências do Estado da Universidade Federal de Minas Gerais. Participaram Alexandre Flach (PCO), Claudiney Dulim (Avante), Dirlene Marques (Psol), João Batista Mares Guia (Rede), Jordano Metalúrgico (PSTU) e Romeu Zema (Novo). Fernando Pimentel (PT), Antonio Anastasia (PSDB) e Adalclever Lopes (MDB) não compareceram. Os concorrentes discutiram propostas para a administração mineira e foram confrontados por manifestação que marcou o evento. Um protesto contra cortes e atrasos de repasses do governo federal a instituições como o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, destruído em um incêndio na noite deste domingo.

“Luzia, presente”, gritaram em protesto. Com cânticos “Se corta na ciência, não avança o Brasil”, “Descaso não é acaso, destroem o futuro e destroem o passado”, manifestantes interromperam o debate para cobrar aos candidatos o cuidado e a luta dos governadores estaduais junto à União pela preservação do patrimônio histórico, científico e cultural nacional. Cerca de 90% do acervo do Museu Nacional foi perdido no incêndio. A direção do museu afirmou que os repasses minguaram nos últimos anos, atrapalhando reparos estruturais e cuidados básicos ao prédio, construído há 200 anos. No acervo, peças como o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil, com mais de 12 mil anos.

No debate, os candidatos tentaram distanciar suas imagens de PT e PSDB e emplacar as campanhas como a chamada ‘terceira via’ de opção ao eleitor, contestando petistas e tucanos pelas administrações nos últimos 16 anos em Minas Gerais. Anastasia e Pimentel aparecem como líder e vice-líder nas pesquisas de intenção de votos ao governo. O senador tem 24% e o governador 14%, segundo levantamento do Ibope.

No questionamento inicial, feito pelo diretório acadêmico de Ciências do Estado, sobre a Proposta de Emenda à Constituição 241 (PEC) que cria um teto para os gastos públicos e congela as despesas do governo federal por até 20 anos - os candidatos lembraram da tragédia no Rio de Janeiro e aproveitaram para criticar o parcelamento e atraso nos salários dos servidores estaduais na atual administração em Minas.

“Estamos vivendo um estado de exceção, com ataques seguidos à população. A PEC restringe recursos de saúde e educação e está, com certeza, ligada na base da tragédia que ocorreu no Rio. Querem sucatear o ensino público”, disse Alexandre Flach.

Manifestantes protestaram contra cortes e atrasos de verbas a instituições como o Museu Nacional, destruído em incêndio(foto: Túlio Santos/EM/D. A Press)
Manifestantes protestaram contra cortes e atrasos de verbas a instituições como o Museu Nacional, destruído em incêndio (foto: Túlio Santos/EM/D. A Press)
Claudinei Dulim questionou a ausência dos candidatos de Pimentel e Anastasia e afirmou que falta compromisso dos candidatos de PT e PSDB, assim como do MDB, com os eleitores, ‘a academia, os alunos e a educação’.

Nas perguntas entre candidatos, João Batista Mares Guia foi ovacionado quando estipulou algumas metas no início da administração estadual caso seja eleito, como cortes em cargos comissionados, diminuição do número de secretarias, auditoria na Polícia Militar, avaliação patrimonial do estado e o combate ao que chamou de ‘privilégio das castas’, como salários do Judiciário.

Entre mais questionamentos e ataques às administrações de Pimentel e Anastasia em Minas Gerais, o debate teve momentos de forte oposição de propostas também entre Zema e Jordano, Mares Guia e Flach e Dirlene e Zema. Entre os momentos que cativou os alunos, a candidata do Psol garantiu que, caso eleita, 50% da gestão das secretarias de estado serão ocupadas por mulheres.

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