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Estado de Minas

Coluna do Baptista Chagas de Almeida

Celso de Mello destacou a necessidade de ampliar postos de trabalho. O detalhe de seu voto é a compra em mercados estrangeiros


postado em 31/08/2018 12:00 / atualizado em 31/08/2018 09:46


O risco é os eleitores terceirizarem o voto


Falta um mês e uma semana para os eleitores irem às urnas definir o futuro. Estão preocupados com isso? Óbvio que não. Os índices que chamam mais a atenção dos brasileiros são as taxas de desemprego, os do aumento da criminalidade e vale incluir ainda os de acidentes nas estradas, em Minas especialmente, já que tem a maior malha viária do país.

A pesquisa espontânea, aquela em que o pesquisador não apresenta nomes dos candidatos, é assustadora este ano. No caso mineiro, os números indicam Antonio Anastasia (PSDB) com 8% e Fernando Pimentel (PT), com 4%. Romeu Zema (Novo) tem 1%. E olha que estamos tratando de um ex-governador e outro no cargo. Definidos, pelo andar da carruagem, estão 26% dos eleitores que declaram a intenção de votar branco ou nulo. O eleitorado que não sabe ganha no primeiro turno fácil: 58%.

Na pesquisa estimulada, os índices são Antonio Anastasia (PSDB), 24%; Fernando Pimentel (PT); 14%. João Batista Mares Guia (Rede) e Romeu Zema têm 3%. Dirlene Marques (Psol) vem com 2%; Adalclever Lopes (MDB) e Alexandre Flach Domingues (PCO), 1%. Claudiney Dulim (Avante) e Jordano Metalúrgico (PSTU) ficaram no zero.

Até na estimulada é possível ter uma boa ideia do espírito dos eleitores. Brancos e nulos somam 32% e os que continuam não sabendo, 19%. Só tomando uma cachacinha. A boa ideia está na soma: 51%.

Melhor então terceirizar o assunto e ficar em dia com o Judiciário mais uma vez. Votaram a favor a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Tóffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. A partir de agora, a terceirização é aceita mesmo nas chamadas atividades-fim.

Decano da corte, Celso de Mello destacou a necessidade de “ampliar postos de trabalho”. O detalhe de seu voto é a compra dos consumidores em “mercados estrangeiros”. De fato, em muitos casos, embora o risco de oscilação no dólar, vale mais a pena.

Os votos contrários foram dos ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e da ministra Rosa Weber. Para facilitar, a calculadora do placar ficou em 7 a 4 no Supremo.

Por fim, melhor passar à questão envolvendo o presidente Michel Temer (MDB) e os ministros do Supremo. Trata-se do auxílio-moradia e seu efeito cascata no Judiciário país afora. Temer alega que é “impossível manter o aumento e o auxílio-moradia”. Sendo assim, eles que se entendam. Melhor não alugar mais por hoje.

É de morte
Fora da agenda oficial do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, e já com a devida anuência do presidente Michel Temer (MDB), o deputado Fábio Ramalho (foto) (MDB)  acertou a liberação de R$ 54 milhões por meio de Proposta de Decreto Legislativo (PDC) e mais R$ 30 milhões do Ministério dos Transportes. Os recursos serão suficientes para duplicar 20 quilômetros da BR-381, no trecho apelidado de Rodovia da Morte.

Além disso
Ficou acertado no acordo que o projeto de Orçamento da União para o ano que vem virá para o Congresso com uma verba de R$ 150 milhões e os deputados mineiros vão apresentar uma emenda de bancada de mais R$ 100 milhões. “É melhor fazer agora pedaço por pedaço e continuar a pressionar o governo federal, este e o próximo no ano que vem”, diz Fábio Ramalho.

Na cadeia?
Coerente ele foi, ninguém pode contestar, embora tenha sofrido uma sonora goleada de 6 a 1. É o ministro Napoleão Nunes Maia, o único que divergiu, alegando que, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está com nome registrado nas pesquisas eleitorais, por isso, “deve ter cobertura feita pelas emissoras”. Pouco adiantou a sua divergência, nem o vice Fernando Haddad (PT) poderia substituí-lo. A propósito, como integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Napoleão votou em junho de 2017 pela improcedência no processo de cassação de Dilma Rousseff (PT).

‘Tenho estrada’
Não ficou chateado com o governador Paulo Câmara (PSB). “Você sabe que eu já tenho estrada política e concepções suficientes para compreender o governador. Ele tá no período eleitoral e precisa procurar em quem bater.” A frase é do presidente Michel Temer (MDB), quando ainda estava em Pernambuco esta semana. E acrescentou: “Ele me apoiou durante todo o período, desde o afastamento da ex-presidente Dilma. Depois da eleição ele pacifica, tenha certeza disso”.

Atirou no que...
...viu e acertou no que não viu. O site pago por central sindical, desta vez, usou mal a calculadora, ao atacar o grupo da família Marinho e dizer que, com base em dados oficiais, as Organizações Globo receberam R$ 10,2 bilhões da União de 2000 a 2016. Basta o registro, em 2000, o presidente era Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a partir de 2003 até 2011, o presidente era nada menos que Luiz Inácio Lula da Silva (PT). E de 2011 a 2016 (ano do impeachment) era Dilma Rousseff (PT), que também foi reeleita.

PINGAFOGO

Hoje, em plena sexta-feira com direito a sessão extraordinária, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga os pedidos de candidaturas dos candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e José Maria Eymael (DC).

Bem, extraordinário mesmo será o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que entre na pauta também a participação do ex-presidente Lula (PT) no horário eleitoral na TV. No meio do caminho, as condenações na Operação Lava-Jato.

Se até Adolf Hitler (foto) entrou na briga entre Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL), é sinal de que a eleição presidencial passa longe do que, de fato, interessa aos brasileiros. Talvez, aos alemães? Nem eles!

Pra deixar claro, Ciro Gomes, bem ao seu estilo, chamou Bolsonaro de “projetinho de Hitler tropical”. Ao tentar responder, o candidato do PSL embolou a língua, atacou Ciro, mas falando de seu tempo como ministro de Lula o acusou de “enterrar o Brasil”.

Intervenção no Rio de Janeiro compra 14 mil coletes sem licitação. Uai, vai deixar os militares sem proteção até a concorrência acabar? E depois reclamam dos ataques à imprensa do general do Exército Antonio Barros, que comanda a operação.

 

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